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Em meio a demora na análise do auxílio emergencial do governo, a Dataprev responsável por esta função, foi muito cobrada. Além disso, técnicos do governo identificaram que jovens de classe média e militares conseguiram acesso ao auxílio indevidamente. Diante das falhas, a empresa reconheceu que o trabalho de cruzamento de dados precisa ser aprimorado.

Dataprev admite falha na análise do auxílio emergencial após fraude nos recebimentos
Dataprev admite falha na análise do auxílio emergencial após fraude nos recebimentos (Foto Google)
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A Dataprev divulgou uma nota em que reconhece a importância da operação de pagamento do auxilio a milhões de pessoas em todo o Brasil, e da urgência para atender a população mais carente diante da pandemia do coronavírus, mas admite que erros pontuais podem ocorrer. O aprimoramento da operação precisa acontecer durante o processo dada a urgência das liberações.

Nesta semana, foram divulgados que pagamentos irregulares a estudantes universitários, servidores e militares das Forças Armadas aconteceram.

Sobre esta falha, Cláudio Salituro, vice-presidente da área de tecnologia da Caixa, disse que isso não compete a Caixa que é responsável somente por fazer o pagamento em até 48 horas, após receber a autorização da Dataprev.

“Quem processa os dados é a Dataprev através das regras criadas pelo Ministério da Cidadania. Não compete à Caixa Econômica classificar ou não o cidadão. O que a gente faz é efetuar o pagamento em até 48 horas, assim que chegou aqui”, explicou Salituro em uma transmissão com Pedro Guimarães, presidente da Caixa.

Estes pagamentos irregulares aconteceram porque os fraudadores não informaram os dados sobre a renda de suas famílias. Os técnicos da equipe econômica disseram que a falta deste dado não recebeu a devida atenção porque as informações sobre dependentes nas declarações do Imposto de Renda não foram devidamente checados.

Com a falta desta checagem, filhos ou cônjuges de pessoas com alta renda, conseguiram aprovação do auxilio emergencial. Na nota divulgada, a Dataprev alerta que as pessoas que omitirem dados no cadastro para conseguirem o benefício, no sistema da Caixa Econômica Federal, podem incorrer em crime e serem enquadradas no Código Penal brasileiro.

Uma média de 112,5 milhões de solicitações foram processados e homologados pelos dois órgãos em pouco mais de 40 dias, diz a Dataprev. Por fim, a empresa conclui afirmando que a Controladoria-Geral da União (CGU) está acompanhando o processo para conter as tentativas fraudes.

COMENTÁRIOS

Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.