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Com as dificuldades impostas pela crise, muitas família não conseguiram manter todas as contas em dia no começo de 2020. A situação atual na verdade não é tão nova assim, a média dos meses de 2019 foi de 58,2% das famílias com algumas dívidas em atraso.

Inadimplência de famílias atinge taxa surpreendente; como manter as dívidas em dia? (Foto: Google)
Inadimplência de famílias atinge taxa surpreendente; como manter as dívidas em dia? (Imagem: Reprodução Google)
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Os números de 2020 foram maiores, com uma média de 61,9% e pico no mês de março com 63,8% das famílias endividadas.

Os dados são da Pesquisa do Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Os dados são relevantes para acompanhar a saúde financeira das famílias brasileiras.

Falta de previsibilidade de renda, gastos imprevistos e desorganização são fatores estruturais do nosso país, fazendo do endividamento um problema histórico.

Se a situação já era grave, a crise atual acabou agravando ainda mais o cenário. Com inúmeras demissões e queda no faturamento dos brasileiros que têm um pequeno negócio, não é surpreendente o fato de mais de 60% das famílias brasileiras possuírem algumas dívida atrasada.

O fato é que existem diferentes realidades para cada família brasileiras, desde aquelas que acabaram gastando um pouco mais no final do ano passado e início deste ano até aquelas que realmente estão passando por uma situação mais grave.

São muitos os fatos que levam até a inadimplência, desemprego, descontrole e até familiares com problemas de saúde.

Por outro lado, é possível aprender alguns princípios do planejamento financeiro para te ajudar com as contas atrasadas e evitar que imprevistos aconteçam no futuro.

Negocie as dívidas o quanto antes

O primeiro passo é encarar o problema de frente. Sabemos que acabamos ignorando alguns problemas quando parecem sem solução.

Talvez para evitar stress com a família ou por falta de tempo, muitas dívidas que poderiam ser negociada acabam virando verdadeiras bolas de neve e te prejudicando muito mais no futuro.

Por isso a melhor saída é entrar em contato com cada empresa credora para negociar a melhor maneira de entrar em acordo e quitar os valores atrasados.

Vale lembrar que pela época de crise, a maioria das empresas está muito mais interessada em garantir algum pagamento do que deixar a dívida rolar juros.

Os juros também estão ao seu favor, com uma Selic na casa dos 3% ao ano, pode ser mais vantajoso para as empresa receber os valores atrasados em parcelas, mesmo com juros menores.

Planeje os próximos meses

Após negociar os valores atrasos é importante tentar fazer alguma previsão de quais serão as entradas e saídas dos próximos meses.

Mesmo que o cenário não seja favorável, o ideal é já calcular quanto vai faltar ou sobrar nos próximos pagamentos.

Assim você consegue se organizar para pagar aquilo que acertou nas negociações. Se já no planejamento você perceber que vai faltar dinheiro, é sinal de que precisa encontrar fontes de renda extra ou cortar gastos desnecessários.

É no planejamento que vão aparecer os problemas financeiros que são as raízes das suas dívidas. Um exemplo de problema é verificar que sua família gasta normalmente mais do que ganha, caso este problema não se resolva é certo que as dívidas voltarão no futuro.

Veja se vale a pena contratar outro tipo de empréstimo ou crédito

O ideal é tentar não fazer novas dívidas em períodos de crise, mas se os recurso serão usados para quitar dívidas antigas principalmente as mais cara, isso pode ser um bom negócio.

Com juros mais baixos e receitas em queda, é provável que você condições melhores como juros baixos e prazos maiores na hora de contratar um empréstimo.

Assim é possível quitar débitos antigos pagando menos por isso. Faz sentido procurar opções com garantias e consequentemente mais baratas, como é o caso do empréstimo com imóvel em garantia, já falamos sobre ele em um artigo anterior confira.

COMENTÁRIOS

Sandro Campos possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como  Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.