Nesta terça-feira (19), o Bradesco anunciou que será realizada a suspensão de parcelas de contratos de crédito pelo período de até 120 dias e a possibilidade de renegociação de dívidas com o prazo de pagamento em até 72 meses.

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Bradesco comunica novo plano de NEGOCIAÇÃO de dívidas com clientes
Bradesco comunica novo plano de NEGOCIAÇÃO de dívidas com clientes (Foto: Google)
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As novas operações poderão ser fechadas com o período de carência de 90 dias e vencimento de até 72 meses. Essas medidas são válidas para pessoas físicas e jurídicas. 

O diretor de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Leandro Diniz, disse em conversa com jornalistas que “A gente vem olhando o dia a dia e acompanha a necessidade do mercado. A indústria está sendo proativa para entender este momento diferente”, afirmou 

O Bradesco já havia prorrogado seus contratos pelo período de 60 dias, no meses de abril e maio, mas o presidente do banco, Octavio de Lazari Jr., disse saber que esse período não seria o suficiente para ajudar os brasileiros.

De acordo com o diretor de empréstimos, essas prorrogações que foram realizadas somam cerca de R$40 bilhões, e aquelas que estavam suspensas por 120 dias abrangem R$50 bilhões em contratos de pessoas físicas e jurídicas. 

Além disso, ele acrescentou que o banco possuí mais de R$100 bilhões em crédito pré-aprovado para os clientes de pessoa jurídica.

O banco abriu uma linha para financiar, com seus próprios recursos, a folha de pagamento de empresas que não são atingidas pelo programa do governo. 

Na modalidade, o banco poderá conceder R$2,4 bilhões em crédito para cerca de 95 mil companhias.

Essas empresas são aquelas que faturam abaixo de R$360 mil ou acima de R$10 milhões, estas ficam fora do intervalo que foi determinado para a linha que conta com os recursos do Tesouro. Essa linha terá taxa a partir de de 0,65% ao mês.

Além disso, os bancos estão conversando com o governo sobre a possibilidade de flexibilizar as regras e ampliar a faixa das empresas que serão atendidas pelo programa oficial.

Nele, a taxa cobrada é de 3,75% ao ano e 85% do dinheiro e do risco são bancados pelo Tesouro. O diretor de investimentos disse que o banco concedeu até agora R$ 430 milhões, em 25 mil contratos, na linha que conta com recursos públicos.

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.