Coronavírus: negociação de dívidas bancárias já somam R$265,6 bilhões

Crise do novo coronavírus amplifica o número de renegociação de empréstimos. Nessa semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febrabraninformou que a concessão e suspensão de financiamentos para pessoas físicas e setor rural já ultrapassou mais de R$ 265,6 bilhões. As liberações vêm sendo aprovadas como formas de incentivo ao pequeno produtor durante o período da pandemia e deverão perdurar até o segundo semestre.  

Coronavírus: Negociação de dívidas bancárias já somam R$265,6 bilhões (Imagem: Reprodução - Google)
Coronavírus: Negociação de dívidas bancárias já somam R$265,6 bilhões (Imagem: Reprodução – Google)

O valor contabilizado foi referente ao período de 16 de março, data em que a Febrabran começou a renegociar as prorrogações das dívidas, até o dia 17 de abril. 

Para poder apresentar a média, a instituição arrecadou informações das 5 principais instituições financeiras do país, sendo elas: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander.  

Segundo a pesquisa, a quantia é 22% maior do que o que foi registrado em março de 2019, onde as liberações financeiras e renegociações alcançaram uma marca de R$ 218 bilhões. Trata-se de um dos maiores números da história em um curto espaço de tempo. 

Segundo Isacc Sidneym presidente da Febrabran, os recursos não estão sendo travados e suas liberações acontecem de acordo com as demandas solicitadas pelo tomador de crédito.  

“As medidas de liquidez do Banco Central e as iniciativas dos bancos revelam que não há represamento de crédito ou empoçamento de liquidez. Ao contrário, os bancos estão dando vazão às demandas, tanto dos consumidores quanto das empresas, apesar do aumento do risco (de inadimplência)“, explicou. 

Pandemia do coronavírus amplifica os empréstimos 

Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostrou que mais de 60% dos pequenos empreendedores estão solicitando por créditos para poder lidar com a crise.

Isso acontece porque muitos tiveram suas atividades paralisadas devido a necessidade do isolamento social. Até mesmo grandes marcas do varejo estão precisando readaptar os serviços para poder garantir seu funcionamento.  

“O governo e o Banco Central tentaram aumentar a oferta de crédito público. No entanto, há um empoçamento da liquidez nos agentes financeiros e os recursos não estão chegando às empresas. O Tesouro e o BNDES poderiam assumir o risco devido à complexidade do momento que vivemos hoje”, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, sobre a aprovação de novos recursos.  

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.