Pró-Brasil: Entenda o plano sugerido por Bolsonaro para aquecer economia

Governo Federal estuda criar um plano de aquecimento da economia em meio a pandemia do novo coronavírus. Atualmente, diversos estabelecimentos estão fechando as portas e sofrem com a quarentena. Pensando nisso, o presidente Jair Bolsonaro prevê a criação de plano de retomada chamado de Pró-Brasil, com o objetivo de evitar uma escalada no desemprego no país. Para conduzir, ministro da Casa Civil, o general Walter Braga Netto foi escolhido.

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Pró-Brasil: Entenda o plano sugerido por Bolsonaro para aquecer economia (Reprodução/Internet)
Pró-Brasil: Entenda o plano sugerido por Bolsonaro para aquecer economia (Reprodução/Internet)
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A previsão é do programa durar 10 anos. Em entrevista coletiva, Braga Netto detalha que não é um programa só de governo, mas de Estado. “A nossa previsão de trabalho deste programa está em um universo temporal de dez anos, até 2030”, conclui com um pensamento de trabalho a longo prazo.

Na ocasião, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, também esteve presente. Para este setor a projeção é que seja retomada a construção de 70 obras, nos quais estão paralisadas, como exemplo de rodovias, terminais portuários e ferrovias.

No ministério da Infraestrutura, a ideia é que as obras possam absorver entre 500 mil e 1 milhão de empregados nos próximos três anos. Investimento para a retomada no setor deve ser de R$ 30 bilhões.

A proposta do Pró-Brasil ainda está em elaboração no Planalto, mas o diagnóstico de que obras públicas serão necessárias tem forte apoio do núcleo militar do governo. Mas, enfrenta resistência do Ministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes.

Além da Infra, a Casa Civil também desenvolve um plano de retomada para alguns setores, inclusive nas pastas do Desenvolvimento Regional e de Minas Energia. Já no Ministério do Desenvolvimento Regional, estratégia é ativação de empreendimentos.

De acordo com diagnóstico, habitação e saneamento que podem ser rapidamente ativados e obras em barragens fazem partes da ação.

Entre elas, o financiamento de obras do Minha Casa, Minha Vida. Para este fim, utilizar totalmente com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Mesmo com os pacotes de medidas ainda sendo estudadas, há um certo impasse sobre diversos pontos, principalmente o relacionado às questões econômicas. Isto porque o impacto que a crise está causando é surpreendente.

Sendo subestimado, as ações já tomadas e impactos consumiram mais de R$ 800 bilhões (metade com impacto fiscal) com ações emergenciais que não farão a economia sair do atoleiro.

E se não envolver um injeção de ânimo na produção, de acordo com previsões da equipe econômica do país, o Brasil chegará a 2021 com o mesmo nível de atividade econômica e uma dívida próxima a 100% do PIB.