Para reduzir desigualdade econômica, auxílio emergencial poderia se tornar renda básica?

Projetos de lei que definem uma renda básica para todos os cidadão de um país já existiam antes da crise do coronavírus. Com muitos argumentos favoráveis e contrários, esse tipo de projeto de lei busca diminuir a desigualdade social.

Para reduzir desigualdade econômica, auxílio emergencial poderia se tornar renda básica?
Para reduzir desigualdade econômica, auxílio emergencial poderia se tornar renda básica? (Imagem: Montagem FDR)

A realidade é o que o sistema econômico no Brasil e no mundo é desigual. Embora a maioria dos países possuam grandes empresas de tecnologia, produção de alimentos e outros produtos, muitas famílias não têm acesso ao básico para a sua subsistência.

A necessidade de buscar o nosso sustento também nos obriga a seguir carreiras e empregos que não gostaríamos. Até mesmo trabalhos insalubres e sem formalização são exercidos por aqueles que precisam sustentar suas famílias.

SAIBA MAIS: Calendário Auxílio Emergencial 2020: Data dos próximos pagamentos

Estes foram os principais motivos que levaram movimentos de diferentes espectros políticos, de direita e esquerda, a sugerir a Renda Básica Universal.

Diferenças entre o auxílio emergencial e a renda básica universal

A principal diferença do auxílio criado pelo governo é o seu caráter emergencial, para auxiliar as famílias apenas nesse momento de dificuldade. Caso a medida fosse postergada, o que ainda não foi sinalizado pelo governo, aí sim se tornaria uma renda básica.

A criação de um mecanismo com este poderia auxiliar os Brasil de diversas maneiras. A primeira e mais urgente é o combate à fome e ao desalento, que são as pessoas que já desistiram de procurar uma oportunidade de trabalho.

SAIBA MAIS: ESTAS 7 profissões estão em alta (mesmo durante a crise do coronavírus)

Recentes estudos da Organização Mundial das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil pode voltar ao mapa da fome.

O número de pessoas em extrema pobreza, que vivem com menos de R$ 145,00 por mês, subiu para 13,5 milhões de pessoas em 2018, o maior número em 10 anos.

Além de reduzir para zero o número de brasileiros que passam fome, a Renda Básica Universal também garantiria que essas pessoas pudessem buscar capacitação profissional e voltar ao mercado de trabalho para empregos melhores e mais bem remunerados.

Esta medida também pode beneficiar as pessoas que embora não estejam na pobreza, precisam aceitar empregos que não gostariam para sobreviver. A renda básica possibilitaria que cada brasileiro pudesse escolher a sua carreira, podendo se dedicar ao estudo e capacitação para exercer a profissão que mais deseja.

Custos da Renda Básica Universal

Embora esta medida possa trazer muitos benefícios, ela também será extremamente custosa ao cofres públicos. Muitos dos argumentos contrários à essa medida dizem que ela seria inviável por obrigar o Governo a compensar o benefício com mais impostos.

Como o Estado não pode simplesmente imprimir mais dinheiro para pagar aos cidadãos, isso acabaria gerando inflação e desvalorizando a moeda.

Porém, com uma renda básica para todos os cidadão seria possível diminuir outros investimentos do Governo como a previdência que representou mais da metade do orçamento no último ano.

A medida também poderia beneficiar o setor econômico, pois gerando mais poder de compra para todos, seria possível consumir mais produtos e serviços. Esse aumento também refletiria no PIB do país.

Com o aumento no consumo e nos negócios, o Governo passaria a arrecadar mais recursos que poderiam suprir esse gasto.

A criação do auxílio emergencial pode ser determinante para que a Renda Básica seja implementada no futuro. Nos próximos meses saberemos os efeitos práticos de uma medida de renda como essa.

SAIBA MAIS: Este Banco vai aumentar valor do auxílio emergencial e surpreende clientes

Esse resultado pode ser o pontapé inicial para uma maior discussão da medida, com um número maior de estudos e apoiadores, essa política pode ganhar força nos próximos anos.

Com ou sem a renda básica universal, nosso país segue com grandes desafios nas áreas de fome e desalento. Se não essa, serão necessárias outras medidas para diminuir a grande desigualdade da população e maior segurança e dignidade para todos os trabalhadores.

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Sandro Messa
Sandro Messa possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.
×

Este cartão de crédito sem anuidade está selecionando pessoas para receber possível limite agora!

VER AGORA