Custo do Bolsa Família duplica com incentivo emergencial e governo precisa se organizar

O presidente Jair Bolsonaro deverá assinar ainda nesta quarta-feira (01), conforme expectativa, o projeto que repassa o valor de R$ 600 para trabalhadores informais e intermitentes de todo o país. Além deste público, o texto também considera outras faixas de beneficiários, inclusive as famílias que recebem o Bolsa Família.

Custo do Bolsa Família duplica com incentivo emergencial e governo precisa se organizar (Montagem/FDR)
Custo do Bolsa Família duplica com incentivo emergencial e governo precisa se organizar (Imagem: Montagem/FDR)

Com este movimento os gastos do governo devem quase dobrar, de acordo com os dados da equipe econômica.

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Os números devem chegar a R$ 60 bilhões para garantir o repasse a todos os participantes. Mesmo com essa movimentação, agora caberá ao Ministério da Economia detalhar mais sobre o procedimento ao setor da Cidadania, pasta responsável pelo Bolsa Família.

Inicialmente o custo do auxílio emergencial seria de R$ 15 bilhões, considerando o pagamento de três meses com valor de R$ 200 por pessoa. Mas ao chegar no Senado houveram mudanças, incluindo os beneficiários do Bolsa Família.

Com isto, o custo cresceu de forma significativa. Agora serão repassados valores que podem chegar a R$ 1,2 mil por família. A quantia, de acordo com o texto, deverá ser entregue em abril, maio e junho.

A reação na mudança do valor foi para atingir, principalmente, os brasileiros mais pobres que dependem de ir às ruas e garantir o acesso a renda mensal. E, com as recomendações de isolamento social, não tiveram mais como faturar e manter suas famílias.

Mesmo com  os repasses quase garantidos ainda há diversos pontos obscuros a serem esclarecidos para efetivar o projeto. Além da necessidade da assinatura, ainda precisará ficar claro como os beneficiários irão receber o dinheiro – governo detalhou que será via bancos – sem formar aglomerações.

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Expectativa é dividir a entrega em grupos, primeiramente liberando a quantia aos beneficiários do Bolsa Família. Governo pretende usar a base do Cadastro Único para identificar demais trabalhadores, plataforma dos Microempreendedores individuais e criar sistema para autodeclaração de renda para aqueles que não tem vínculos.

A corrida agora é contra o tempo. Previsão inicial do ministro da Cidadania é de começar os pagamentos a partir do dia 10 de abril, seguindo as divisões. Já por outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cobra mais agilidade por parte do governo para efetivação do auxílio emergencial.

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