3 lições valiosas da crise do coronavírus para o investidor de ações

A atual crise do coronavírus já deixou inúmeros prejuízos para quem investe renda variável, mas o que a pior queda desde 2008 pode ensinar para o futuro?

A frase: “O mercado sobe de escada, mas desce de elevador” não tem autor conhecido, mas já é muito conhecida no mercado. Ela ilustra bem como as grandes crise não pedem licença nem avisam a chegada.

3 lições valiosas da crise do coronavírus para o investidor de ações
3 lições valiosas da crise do coronavírus para o investidor de ações (Imagem: Reprodução Google)

Por outro lado, são momentos assim dão experiência e resistência aos investidores, principalmente os recém chegados.

Falando dos novos investidores, o número de pessoas físicas nunca foi tão grande. No final de 2019, a B3 anunciou o recorde de investidores na bolsa brasileira, 1,5 milhão de CPFs cadastrados.

O número tem relação direta com a queda nas taxas de juros, o Brasil, que já foi considerado o país da Renda Fixa, estava vivendo uma mudança de realidade.

Crescimento do número de investidores na Bolsa. (Fonte: B3)

Com patamares cada vez menores, a Poupança e o CDI deixaram de ser atrativos, muitos investidores procuravam uma rentabilidade maior.

Porém a regra de ouro dos investimentos é clara, quanto maior a possibilidade de retorno, maior também o risco. Lição que acabou sendo ensinada à duras penas ao iniciantes na bolsa.

Quem iniciou há pouco tempo na bolsa pode ter achado que os rendimentos das ações e fundos de ações do ano passado iriam se repetir todos os anos, o que não poderia estar mais errado.

A crise do coronavírus pode ter deixados importantes lições para o futuro e ajudar quem começou agora, a se preparar melhor para o futuro.

1. Sempre mantenha uma reserva de emergência

Embora o retorno atual do CDI não seja mais tão atrativo, em alguns meses pode até ficar abaixo da inflação, é importante deixar uma parte dos seus investimentos nessa modalidade.

Hoje em dia é fácil de encontrar bancos que oferecem contas correntes com o rendimento de 100% do CDI. Desde que seja possível separar sua reserva do valor gasto durante o mês, essa opção é totalmente válida.

Leia também: Coronavírus: pandemia é gatilho para possível maior crise econômica da história

Uma reserva de emergência bem estruturada deve representar de 6 a 12 meses de custos do investidor. Esse intervalo vai depender da estabilidade da sua ocupação.

Para quem trabalha no regime CLT, e já conta com os 6 meses de seguro desemprego, uma reserva de emergência com 6 meses de custos já é suficiente. Mas quem trabalha como autônomo ou profissional liberal não conta com essa segurança, aí o ideal é uma reserva maior com 12 meses de gastos.

Mantendo a sua reserva de emergência em um investimento seguro e com liquidez (que pode ser cada a qualquer momento), você garante que mesmo em grandes crises não será necessário resgatar os outros investimentos.

2. Não subestime a Renda Fixa

Com as taxas de juros atuais, é realmente necessário aumentar a exposição da carteira de investimentos em bolsa. Isso não quer dizer que toda carteira deva estar aplicada em renda variável, é justamente o contrário.

Alocar parte dos recursos em Renda Fixa garante uma maior previsibilidade da rentabilidade total dos seus investimentos.

Leia também: Se você AINDA tem dinheiro na poupança, precisa saber isto

Procurando bons títulos e boas taxas também é possível unir uma boa rentabilidade com mais segurança para a carteira.

Para quem já completou a reserva de emergência, pode alocar a parcela de Renda Fixa em títulos com o vencimento mais longo, assim é possível obter uma rentabilidade maior.

3. Aposte na boa gestão e longo prazo

É natural que os novos investidores busquem pelos investimentos em alta, ou que estão mais valorizados naquele momento, mas esse método não é o ideal.

Ao invés de investir nas empresas que mais cresceram nos últimos meses, o correto é estudar as empresas que têm um maior potencial de longo prazo, ou seja, que têm condições de crescer no seu setor e que estejam em uma boa situação de caixa.

Leia também: Consequências do coronavírus nos países mais ricos e mais pobres do mundo

Para isso é necessário priorizar as empresas e fundos de investimentos com a melhor gestão possível. Conhecer quem faz a gestão dos recursos que investimos é crucial, saber qual a tese de investimento e qual o plano de crescimento daquele investimento no longo prazo.

Essa talvez seja a lição mais importante, quando sabemos quem está no comando da empresa ou fundo de ações que estamos investindo, ficamos mais tranquilos em meio a uma queda repentina, pois mesmo que o cenário de curto prazo tenho mudado, no longo prazo o potencial de retorno se mantém.

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Sandro Messa
Sandro Messa possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.
×

Este cartão de crédito sem anuidade está selecionando pessoas para receber possível limite agora!

VER AGORA