Gasolina caí 40% mas preço final não chega nas bombas; entenda porquê

Nesta quarta-feira (25), um dia após anunciar um corte de 15% no preço da gasolina, a Petrobras afirmou esperar que as reduções que estão sendo realizadas no custo do combustível aos distribuidores venham refletir nos preços finais para os consumidores. 

Gasolina caí 40% mas preço final não chega nas bombas; entenda porquê
Gasolina caí 40% mas preço final não chega nas bombas; entenda porquê (Imagem: Reprodução/Google)

Neste ano, os preços da gasolina nas refinarias já tiveram uma redução acumulada de 40%. Hoje, esse acúmulo está em seu menor patamar nos últimos nove anos. 

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Apesar disso, nas bombas, a gasolina teve uma tímida redução de cerca de 2,03% do mês de janeiro até agora.

Conforme uma pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que foi realizada no ano passado, a gasolina estava sendo vendida a R$4,486 o litro, contra R$4,579 no mês de janeiro deste ano. 

O estado do Rio de Janeiro teve a menor redução nos postos, com a gasolina sendo vendida a R$5,012 na semana passada, contra R$5,041 no mês de janeiro.

Segundo a Petrobrás, após essa redução de 15% o preço médio do combustível nas refinarias passará a ser de R$1,14 por litro.

Em entrevista ao jornal O Globo, o especialista Adriano Pires Rodrigues explica que é necessário levar em conta algumas questões importantes. 

O primeiro é o fato de a forte redução de 15%, resultando num acumulado de 40% no ano, só ter entrado em vigor nesta quarta-feira (25). 

Assim, como a demanda está em queda por conta da crise do coronavírus, leva tempo para que a gasolina mais barata chegue aos postos.

“O  giro dos estoques aumentou muito com a queda das abrupta das vendas. O que levava 15 dias para girar e chegar  na ponta agora vai levar 30 dias ou mais, dado que as vendas caíram já 50%. E devem cair mais” ressaltou.

Influência no preço da gasolina

Desde o ano de 2016 a Petrobras adotou uma política de paridade internacional para que fosse definido o preço da gasolina que vende às distribuidoras no país. Sendo assim, em tese, a estatal deve promover uma redução nos preços cobrados. 

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Isso, pois o barril do petróleo no mercado internacional vem despencando cada vez mais por conta da pandemia do Covid-19 que está atingindo diversos países do mundo.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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