Em tempos de isolamento social, incluir seus produtos nas redes sociais e aplicativos de entrega, pode ajudar seu negócio a superar a crise do novo coronavírus.

Cenário Pessimista

Em momentos de expectativas negativas quanto ao cenário econômico, é natural que as famílias diminuam o consumo de produtos não essenciais.

Esse fato por si só já seria suficiente para impactar o faturamento de vários comércios, mas o principal agravante é o isolamento social e as quarentenas. Para quem não comercializa bens e serviços essenciais (comida, combustível e remédios por exemplo), continuar apenas com a loja física não é mais uma opção.

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A solução encontrada por muitos donos de pequenos negócios foi focar nas vendas virtuais. Antes da pandemia do coronavírus, as vendas pela internet já estavam em crescimento, principalmente pela praticidade e menores custos aos lojistas, mas hoje a preocupação é outra.

Aplicativos de entrega

As compras on-line evitam que o cliente se exponha à contaminação do Covid-19, empresas de delivery, por exemplo, alteraram seus protocolos de entrega para evitar o contato físico com os clientes.

Comprar a comida desta maneira, além de evitar uma ida ao supermercado, ajuda os restaurantes locais, que de outra maneira não teriam mais como continuar funcionando.

Muito supermercados que tinham aplicativos para entrega como complemento das vendas, hoje já tem a maior parte do faturamento vindo das vendas digitais. Esse tipo de serviço é tão procurado que já possui grande filas de espera para a entrega.

Aplicativos como:

  • Loggi
  • Lalamove
  • Rappi
  • Click Entregas
  • Farmácias App
  • Ifood
  • Uber Eats

São exemplos de ótimos aplicativos de entrega de alimentos, objetos ou remédios.

Busca por itens de saúde

Fora do ramo de alimentação, a procura por itens de saúde, principalmente do álcool em gel e de máscaras, também aumentou. Empresas como o Mercado Livre, um dos principais marketplaces (plataforma com produtos de terceiros) do Brasil, aumentou o quadro de funcionários da logística para acelerar as entregas.

Esses produtos tiveram um pico de buscas no início da epidemia, mas é preciso expandir o leque de opções para se manter daqui para frente. Esse é o caso de perfumarias e lojas de cosméticos, que tiveram uma alta de 83% no faturamento, principalmente com a inclusão de produtos de higiene pessoal.

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O aumento do tempo on-line também aumentou com a Epidemia. Confinadas em casa, as pessoas estão acessando ainda mais as redes sociais e aplicativos, favorecendo o contato com a marca que se posiciona bem no meio digital.

Para quem trabalha com prestação de serviços. é necessário estudar a possibilidade de também trabalhar à distância. Em alguns casos isso é mais fácil, empresas de Consultoria e Contabilidade podem fazer atendimentos via videoconferência e e-mail por exemplo.

Migração para o digital

Pensando nas dificuldades de iniciar essa transição para o meio digital, o Sebrae criou um curso gratuito para ajudar quem ainda precisa dar os primeiros passos. No curso o empreendedor vai conhecer as principais ferramentas para vender seus produtos e serviços pela internet.

Coronavírus

Mesmo sem grandes investimentos iniciais, posicionar suas vendas nos meios digitais será uma questão de sobrevivência nos próximos meses.

Por outro lado, empresas que comercializam bens duráveis (itens de tecnologia por exemplo) vão enfrentar dificuldades, mesmo vendendo on-line. A retomada do consumo das famílias será gradual e de acordo com a confiança nas medidas de incentivo do governo.

Estudos de mercado realizados pela ABCComm mostraram que mesmo com o aumento do volume das vendas on-line, o ticket médio dos clientes está muito abaixo do esperado. Ou seja, mesmo comprando mais pela internet os brasileiros ainda não estão preparados para arcar com compras maiores no meio digital.

Ainda com o faturamento mais baixo, migrar para o ambiente digital pode ajudar o lojistas a diminuir as obrigações e custos fixo, aluguel e outros custos. Dependendo da duração do confinamento social no Brasil, faz sentido estudar a migração.

Com o fim da quarentena, a nova realidade ainda será a on-line. Os clientes vão evitar sair de casa enquanto durar a crise do novo coronavírus, provavelmente essa será a tendência dos comércios por muito mais tempo.

Sandro Campos possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como  Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.