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Alterações no cenário nacional fizeram com que a Bolsa fechasse em uma alta de 9,69%. Nessa terça-feira (24), o Ibovespa, principal Bolsa de Valores do país, apresentou um crescimento considerável mediante a crise do coronavírus. Até mesmo o dólar conseguiu cessar e terminou o dia na casa dos R$5,082.

Trégua! Bolsa fecha em alta e dólar chega a R$5,082 (Imagem: Reprodução - Google)
Trégua! Bolsa fecha em alta e dólar chega a R$5,082 (Imagem: Reprodução – Google)
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Desde o começo de março, o investimento na Bolsa vem sofrendo a maior queda ocorrida desde julho de 2017, estando atualmente fixada em 69.729,30 pontos. O índice de desvalorização já ultrapassa a marca de 39,7% ao ano e não apresenta prazo de recuperação.

Quanto ao dólar, esse segue em elevação, mas vem apresentando uma possibilidade de melhoria. Até essa terça-feira (24), a moeda americana foi fechada com uma redução de 1,1%, sendo comercializada a R$ 5,082 na venda. O número representa uma elevação de 2,21% mediante a estimativa levantada antes das negociações.

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Mesmo com as variações intensas, essa é a primeira vez, desde o início da crise do corona, que o mercado aparenta sentir uma trégua. Segundo os investidores e economistas, o motivo da possível melhoria diz respeito a uma reação da categoria mediante as medidas de contenção de crise, anunciadas pelo governo e bancos.

Não só no Brasil, mas em todo o mundo, diversos bancos centrais estão anunciando ações de contenção da crise, de modo que estimulem à economia para que a mesma se recupere dos efeitos da pandemia.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Federal Reserve (banco central) anunciou que passará a apoiar a compra de títulos corporativos, ampliar a quantidade de compras de ativos e ofertar mais empréstimos diretos para as micro e grandes empresas.

Segundo a instituição, trata-se de um período de instabilidade, onde as categorias precisarão de mais respaldo financeiro.

Em território nacional, os bancos também vem se pronunciando. Até o momento, foram informadas a facilitação para a liberação de empréstimos, prorrogação dos prazos para a negociação de dívidas, aumento do limite dos cartões de crédito e mais.

Mesmo que não sejam todas validadas imediatamente, as medidas deverão incentivar no mercado, tendo em vista as diversas injeções de recursos. No entanto, ainda não foi estabelecido um prazo de recuperação total.

Medidas do governo brasileiro

Ao longo da última semana, o governo federal vem divulgando uma série de medidas que têm como finalidade conter os impactos da crise gerada pela pandemia. Ao todo, serão injetados cerca de R$ 88,2 bilhões no mercado nacional. Os recursos vão ser ofertados por meio de benefícios ligados ao INSS, FGTS, Bolsa Família, entre outros.

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Além disso, há também ações de fomento para grandes e pequenas empresas, por meio da prorrogação de declarações, reajustes nas leis trabalhistas e incentivos fiscais.

Com as medidas em andamento, o Ministério da Economia espera manter o poder de compra e venda em circulação no mercado, para que o PIB não reduza de forma tão drástica.

Os recursos serão distribuídos entre estados e municípios que terão a autonomia de gerenciar os valores de acordo com a situação de cada região. Segundo especialistas, ao longo das próximas semanas, espera-se uma movimentação mais intensa por parte dos investidores ao analisarem as propostas em andamento.

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Maria Eduarda Andrade, mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.