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Investimentos com Selic a 3,75% vale a pena? Saiba aqui!

Por Eduarda Andrade
23 de março de 2020
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Crise do coronavírus e o mercado imobiliário: oportunidade ou risco? (Foto: Pixabay)

Crise do coronavírus e o mercado imobiliário: oportunidade ou risco? (Foto: Pixabay)

Com a instabilidade do mercado econômico em todo o mundo, diversos investidores vem se questionando se atualmente é um bom momento para negociações. No Brasil, o Copom, administrado pelo Banco Central, diminuiu a taxa de Selic para 3,75%. Trata-se de o menor juros da história, fazendo com que os economistas fiquem em alerta para possíveis transações.

Investimentos com Selic a 3,75% vale a pena? Saiba aqui! (Imagem: Reprodução - Google)
Investimentos com Selic a 3,75% vale a pena? Saiba aqui! (Imagem: Reprodução – Google)

Especialistas afirmam que, nesse momento, é preciso tomar cuidado com certas decisões. Segundo eles, antes de realizar algum investimento, deve-se avaliar com cuidado o índice das aplicações e considerar que as possíveis correções podem resultar em 0 ganhos ou até mesmo valores negativos.

Leia também: Taxa Selic será anunciada hoje (18) após pressão da crise mundial

Por isso, a primeira grande dica fornecida por quem atua no mercado é a defesa da carteira e adaptação aos novos moldes econômicos.

Para isso, recomenda-se, inicialmente, que o investidor tenha conhecimento sobre as suas opções e rentabilidade. Ele deve levar em consideração os papeis prefixados, avaliar a probabilidade de riscos e jamais se expor de forma impulsiva.

Com os juros tão baixos, normalmente o recolhimento da Selic e das demais taxas oferecidas deverão permanecer sendo modificadas pelas próximas semanas.

“As taxas de 2, 3 ou 4 anos estavam baixas, na casa de 4,5% ao ano. Hoje, há títulos prefixados de 3 anos do Tesouro Direto sendo negociados perto de 7%”, explicou Luís Barone, sócio-diretor da Ativa Investimentos.

Ele ressalta que mesmo que os prefixados apresentem uma boa base, ainda assim o atual cenário não é propício para uma migração de capital. Para Barone, a melhor opção é dividir as quantias e aplicadas em variações de curto, médio e longo prazo, tendo uma expectativas diferentes.

Leia também: Pesagens de cargas nas rodovias ficam suspensas em novo decreto

“O investidor primeiro divide entre CDI, prefixado e inflação. Depois, acrescenta fundos multimercado e renda variável. E complementa com câmbio. Diversificar dilui o risco, porque a carteira consegue responder a cenários diferentes. Ela fica equilibrada, sofre flutuações menos bruscas, e as variações positivas são mais acentuadas que as negativas”, explicou André Souza Fernandes, da Ágora Investimentos.

Ele explica que a aplicação de títulos atrelados à inflação, no momento, é a melhor alternativa para quem segue movimentando recursos na área. Segundo André, desse modo as taxas passam a ser mais estáveis, apresentando risco menores de perdas.

Eduarda Andrade

Eduarda Andrade

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