Diante da confirmação de três mortes ocasionadas pelo Covid-19, o governo de São Paulo anunciou um pacote de medidas para beneficiar a população. Entre as ações, João Dória (atual governador) determinou a suspensão do pagamento da conta de água para mais de 506 mil famílias que usufruem da tarifa social. A isenção acontecerá a partir do primeiro dia de abril e se estenderá por todo o estado durante os próximos 90 dias.

Ficarão livres da cobrança todos aqueles que já gozavam da tarifa social. Trata-se de um benefício destinado a residências de até uma família que tenha renda baixa. São cidadãos desempregados, que residem em habitações coletivas ou área de risco, com uma renda de até três salários mínimo.
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Entre as exigências, é preciso que o espaço da casa seja de até 60 m²; tenha um consumo de energia de até 170 kWh por mês; não possua débitos no nome do imóvel; valide o cadastro no programa a cada 24 meses; e tenha um consumo máximo de 15 metros cúbicos.
Além de ausentar parte da sociedade do pagamento da conta de água, o governador também anunciou que cerca de 165 mil professores da rede estadual de ensino terão suas férias antecipadas a partir desta segunda-feira (23).
Também foram canceladas as cobranças dos devedores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, pelos próximos 90 dias. Nesse caso, a medida passará a valer a partir do dia 1 de abril.
Suspensão das atividades religiosas
Quanto a acumulação de pessoas por metro quadrado, Dória solicitou que as igrejas e templos da região metropolitana de São Paulo cancelassem eventos que provoquem aglomerações. No entanto, não determinou o fechamento das catedrais.
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“Isto não significa o fechamento de igrejas ou templos ou outras áreas que as pessoas se reúnem para fazer suas orações. Apenas a recomendação para que não promovam mais, presencialmente, missas e cultos”, explicou.
A recomendação é que, pelos próximos 60 dias, os fiéis que comparecerem ao templos estejam há, pelo menos, 3 metros de distância um do outro.
Nos óbitos já confirmados no estado, as vítimas foram todas homens, acima dos 60 anos, que já apresentavam problemas de saúde. O atendimento deles foi realizado em hospitais particulares da capital, mas infelizmente não conseguiram sobreviver a doença.