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Dólar permanece em alta mesmo com medidas do Banco Central

Por Eduarda Andrade
18 de março de 2020
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DÓLAR volta DISPARAR por conta destes motivos

Euro e Dólar ficam 'empatados'; fato não acontecia há 20 anos (Imagem: Montagem/FDR)

Moeda americana segue supervalorizada. Mesmo após o governo federal anunciar que irá injetar R$ 147 bilhões na economia nacional, para amenizar os impactos fiscais ocasionados pelo coronavírus, o dólar permanece em alta, ficando acima dos R$ 5. O valor mantem-se elevado desde a última segunda-feira e não apresenta previsão de normalidade.

Dólar permanece em alta mesmo com medidas do Banco Central (Imagem: Reprodução - Google)
Dólar permanece em alta mesmo com medidas do Banco Central (Imagem: Reprodução – Google)

No fechamento dessa terça-feira (17), a moeda foi negociada a R$ 5,0056, representando uma redução de 1,10%. Mas hoje (18), até às 15h40 o valor do dólar comercial voltou a crescer e ficou em R$5,20.

O número ainda continua sendo um dos maiores da história, fazendo com que os investidores suspendam suas ações.

Na segunda-feira (16), a alta foi de 5,16%, com uma negociação de R$ 5,0612, registrando um recorde nominal. Trata-se da elevação mais profunda desde a disparada de 8,15% de 18 de maio de 2017.

Leia também: Taxa Selic será anunciada hoje (18) após pressão da crise mundial

Bolsa de Valores

Desde então, o mercado vem tentando se reajustar de modo que possa amenizar tais índices. Na Bolsa de Valores, a situação também não está favorável, somente essa semana foram necessários 5 circuit breaker para conter a queda da Bovespa.

Na segunda, a queda foi de 13,92%, ficando com 71.168 pontos. Ao longo do pregão, chegou a reduzir até 14%, com 70.854 pontos, fazendo com que a paralisação das negociações fossem acionadas. Somente esse ano, segundo alertam os economistas, a B3 já perdeu mais de 38,46% de seu valor.

Em ambos os casos, tanto no dólar como na bolsa, o principal motivo das reduções deve ser associado a pandemia do coronavírus. Além disso o mercado vem sentindo os efeitos da queda do preço do petróleo, realizada por meio de um confronto entre a Rússia e a Arábia.

Ações de contenção

Mediante a esse cenário, o ministério da economia vem estruturando algumas medidas para poder proteger o mercado nacional. O então ministro, Paulo Guedes, segue realizando uma série de reuniões e debates de modo que possa, ao lado de sua equipe, lançar propostas que estabilizem os setores financeiros.

Leia também: Mercado financeiro: bolsas asiáticas fecham em baixa nesta 4° feira

Até então, ele já anunciou a liberação de recursos por parte do INSS e do FGTS, também facilitou a solicitação de empréstimos para quem desejar aderir ao crédito consignado e vem liberando recursos por parte dos benefícios financiados pelos cofres públicos.

Segundo Guedes, a antecipação desses valores tem como finalidade fazer com que o brasileiro não perca seu poder de compra e venda e continue movimentando a economia.

Eduarda Andrade

Eduarda Andrade

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