Dólar permanece em alta mesmo com medidas do Banco Central

Moeda americana segue supervalorizada. Mesmo após o governo federal anunciar que irá injetar R$ 147 bilhões na economia nacional, para amenizar os impactos fiscais ocasionados pelo coronavírus, o dólar permanece em alta, ficando acima dos R$ 5. O valor mantem-se elevado desde a última segunda-feira e não apresenta previsão de normalidade.

Dólar permanece em alta mesmo com medidas do Banco Central (Imagem: Reprodução - Google)
Dólar permanece em alta mesmo com medidas do Banco Central (Imagem: Reprodução – Google)

No fechamento dessa terça-feira (17), a moeda foi negociada a R$ 5,0056, representando uma redução de 1,10%. Mas hoje (18), até às 15h40 o valor do dólar comercial voltou a crescer e ficou em R$5,20.

O número ainda continua sendo um dos maiores da história, fazendo com que os investidores suspendam suas ações.

Na segunda-feira (16), a alta foi de 5,16%, com uma negociação de R$ 5,0612, registrando um recorde nominal. Trata-se da elevação mais profunda desde a disparada de 8,15% de 18 de maio de 2017.

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Bolsa de Valores

Desde então, o mercado vem tentando se reajustar de modo que possa amenizar tais índices. Na Bolsa de Valores, a situação também não está favorável, somente essa semana foram necessários 5 circuit breaker para conter a queda da Bovespa.

Na segunda, a queda foi de 13,92%, ficando com 71.168 pontos. Ao longo do pregão, chegou a reduzir até 14%, com 70.854 pontos, fazendo com que a paralisação das negociações fossem acionadas. Somente esse ano, segundo alertam os economistas, a B3 já perdeu mais de 38,46% de seu valor.

Em ambos os casos, tanto no dólar como na bolsa, o principal motivo das reduções deve ser associado a pandemia do coronavírus. Além disso o mercado vem sentindo os efeitos da queda do preço do petróleo, realizada por meio de um confronto entre a Rússia e a Arábia.

Ações de contenção

Mediante a esse cenário, o ministério da economia vem estruturando algumas medidas para poder proteger o mercado nacional. O então ministro, Paulo Guedes, segue realizando uma série de reuniões e debates de modo que possa, ao lado de sua equipe, lançar propostas que estabilizem os setores financeiros.

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Até então, ele já anunciou a liberação de recursos por parte do INSS e do FGTS, também facilitou a solicitação de empréstimos para quem desejar aderir ao crédito consignado e vem liberando recursos por parte dos benefícios financiados pelos cofres públicos.

Segundo Guedes, a antecipação desses valores tem como finalidade fazer com que o brasileiro não perca seu poder de compra e venda e continue movimentando a economia.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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