Cadastro Positivo: entenda como funciona o sistema de análise

No início do ano o Cadastro Positivo liberou a base de dados de crédito para a realização de consultas das empresas como SPC Brasil, Serasa Experian, Boa Vista e Quod. Isso facilita o crédito para as classes C e D, ou seja, as mais baixas do país. Entenda como funciona o sistema que analisa o crédito. 

Cadastro Positivo: entenda como funciona o sistema de análise
Cadastro Positivo: entenda como funciona o sistema de análise (Imagem: Reprodução/Google)

O cadastro positivo, foi criado em 2011, por meio de uma Lei Federal. O programa reúne informações sobre como os consumidores pagam as contratações de crédito, empréstimos, financiamentos e crediários.

Constam no seu histórico do CPF os totais financiados, quantidades e valores das parcelas, bem como o comportamento e a pontualidade de pagamento demonstrados pelo consumidor. 

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Esse histórico de pagamento está relacionado à contas de consumo de serviços continuados, como água, luz, gás e telefone. Também podendo ser avaliados pelo mercado para obter uma melhor análise.

Para essa classes, o cadastro impacta na forma como a instituição financeira irá enxergar o perfil dessa pessoa. 

Segundo a Diretora de Crédito da Noverde, Heloísa Carvalho, uma das vantagens do Cadastro Positivo é a atualização das informações.

“A ferramenta mais usada pelas instituições financeiras nestas tomadas de decisões é a Central de Risco do Banco Central, que mostra os dados de comportamento financeiro das pessoas atualizados dois meses antes da consulta. No Cadastro Positivo, a atualização é de sete dias anteriores à pesquisa”, explica Heloísa.

No futuro, há a previsão de que sejam incluídos outros dados como movimentações no varejo e as utilidades (contas de água, luz, telefonia…). 

Os cadastrados nesse programa possuem um score que é uma pontuação que mede a confiança do mercado na capacidade de cada cidadão de honrar o seu compromisso financeiro, no prazo de até 12 meses. 

Em entrevista ao Estadão, o gestor de investimento e professor de economia da Universidade São Judas,  Manfred Back, disse que uma das formas de usar o cadastro positivo para se favorecer é pagando as contas em dia e criando um bom score.

Pois futuramente a tendência é que as instituições financeiras trabalhem com taxas de créditos diferenciadas para cada faixa de pontuação.

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“Na medida em que o negócio se profissionalize, as instituições podem trabalhar com faixas de empréstimo para determinados históricos de pagamento e isso gere um ambiente mais justo, com melhores taxas e condições de pagamento tanto para quem precisa de crédito quanto para os que não precisam, mas veem nessas vantagens a chance de empreender, tendo acesso a um crédito que não inviabilize o seu negócio”, diz.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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