Circuit Breaker é acionado para conter diminuição da bolsa

As últimas 24 horas foram de tensão no mercado financeiro por todo o mundo. Com a crise do petróleo, ocasionada pelo confronto entre a Rússia e a Arábia Saudita, a bolsa de valores começou a cair consideravelmente, tendo uma redução de 10% em menos de meia hora. Mediante a situação, foi preciso acionar o circuit breaker, ativado pela última vez em 2017.

Circuit Breaker é acionado para conter diminuição da bolsa (Imagem: Reprodução - Google)
Circuit Breaker é acionado para conter diminuição da bolsa (Imagem: Reprodução – Google)

Trata-se de uma estratégia de contenção que tem como principal objetivo fazer com que a bolsa não caia tanto em dias de confrontos e instabilidade política.

Ao ter as estimativas da Ibovespa caindo, o Circuit Breaker basicamente para o pregão por determinado tempo, de modo que consiga controlar o número da redução de valores.

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Esse tempo de pausa do pregão varia de acordo com o cenário econômico. No caso dessa segunda-feira (9), com a queda de 10%, o entrave foi de meia hora. No entanto, caindo para 15% os negócios são parados por mais uma hora. Por fim, superando uma queda de 20% a B3 suspende as atividades por tempo indeterminado, até que o mercado de estabilize.

No Brasil, a última vez em que o circuit de breaker ocorreu foi em 2017, no dia 18 de maio, quando o até então presidente, Michel Temer, teve uma ligação sua compartilhada por Joesley Batista (dono da processadora de alimentos JBS) onde admitia atos de corrupção. Sua confissão poderia ocasionar em seu impeachment, e fez com que a bolsa recuasse em mais de 10%.

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Antes dessa data, a última vez em que o recurso tinha sido acionado foi em 22 de outubro de 2008, graças a crise financeira mundial gerada pela bolha das hipotecas nos Estados Unidos. Nesse mesmo período, o pregão precisou ser suspenso cinco vezes.

No exterior, são utilizadas ações similares para conter a queda. A atual crise vem afetando não só o Brasil, como demais países, tendo a redução do petróleo e a proliferação do coronavírus como principal motivo.

Nos EUA, o pregão também precisou ser parado, nessa segunda-feira (9), logo após uma queda de 7% nos investimentos. A situação ainda é instável e não se sabe ao exato quando retomará os números perdidos.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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