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Tabela do INSS foi atualizada com nova contribuição para o trabalhador

Por Paulo Amorim
7 de março de 2020
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INSS: entenda como o coronavírus muda as regras da Previdência

INSS: entenda como o coronavírus muda as regras da Previdência (Foto: Google)

No último domingo, 1 de março, entrou em vigor as novas alíquotas de contribuição da Previdência Social pagas pelos trabalhadores da iniciativa privada. A alteração na tabela do INSS foi estipulada com a Emenda Constitucional nº103/2019 da reforma da Previdência.

Tabela do INSS foi alterada e vai mudar desconto no seu salário
Tabela do INSS foi atualizada com nova contribuição para o trabalhador (Foto: Google)

De acordo com as novas regras, quem ganha menos vai pagar alíquota menor, já quem ganha mais por consequência pagará mais, com alíquota progressiva.

A contribuição garante os direitos previdenciários aos segurados do INSS, como por exemplo auxílio-doença, pensão e aposentadoria.

Leia Mais: Liberado! INSS está autorizado a iniciar contratação de reforços contra crise

O texto da nova Previdência, que foi aprovado em novembro de 2019 na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, redistribuiu as faixas salariais e a taxa das alíquotas de contribuição.

Até fevereiro de 2020, o trabalhador com carteira assinada no setor privado contribuiu com um percentual de 8% a 11% do salário.

A partir de agora, com a mudança na tabela do INSS o novo sistema distribuí a faixa salarial a ser descontada entre alíquotas de 7,5% a 14% para o regime privado.

Imagem: Reprodução/Google

Além do que foi dito, a incidência dessas taxas serão progressivas como acontece com o Imposto de Renda. Ou seja, a alíquota vai ser cobrada sobre a renda fatiada.

Por exemplo, para uma pessoa que recebe R$ 1.050, será descontado 7,5% sobre R$ 1.045 e 9% sobre o restante, ou seja, R$ 5. Antes, a taxa era um cálculo básico de 8% sobre R$ 1.050.

A ideia que é defendida pelo governo federal e pela maioria do Congresso é que, com essa nova tabela, quem ganha mais vai pagar mais e quem ganha menos, paga menos.

Mas o professor Emerson Lemes tesoureiro do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), alertou que nem tudo deve ser levado ao pé da letra.

“Na verdade, o que a nova tabela fez foi distribuir melhor as incidências. Na antiga, tinha saltos de contribuições muito altos. Na nova, não há mais esses saltos”, comentou.

Temos o exemplo de uma pessoa que recebe R$ 1.830. Hoje em dia, esse trabalhador paga R$ 146,40 de contribuição. Mas se uma outra pessoa recebe um salário de R$ 1.831, paga R$ 164,79, uma diferença perto de R$ 20

De acordo com Lemes, a contribuição agora vai aumentar na proporção da renda, com poucas exceções.

“a nova tabela é mais justa do que a antiga, mas não significa que as pessoas pagarão mais ou menos do que antes”, simplificou.

Leia Mais: MP do INSS incluí seleção de aposentados para outros órgãos

Existem situações em que a contribuição será maior, mesmo para pessoas que recebem relativamente pouco. Quem ganha salário de R$ 1.600, por exemplo, pagava R$ 128,00 e, após março, vai passar a pagar R$ 128,33.

 

Paulo Amorim

Paulo Amorim

Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.

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