Crise do INSS 2020: entenda qual o público mais prejudicado com atrasos

A crise do INSS está tirando o sono de muitos brasileiros que necessitam dos benefício previdenciários para diversos fins. Dentro desta fila, os mais prejudicados são os idosos e as pessoas com deficiência de baixa renda que dependem do salário mínimo para sua sobrevivência.

Crise do INSS 2020: entenda qual o público mais prejudicado com atrasos
Crise do INSS 2020: entenda qual o público mais prejudicado com atrasos

No mês de janeiro, as solicitações de Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago justamente aos idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiente que comprovem baixa renda. Representavam 489.863 do total de 1,380 milhão de pessoas com benefícios parados há mais de 45 dias, o que correspondia a 35,5% dos cidadãos à espera.

Se incluirmos também os pedidos feitos há menos de um mês e meio, que não são considerados represados, a fila sobe para 2,021 milhões de pessoas.

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As informações fazem parte de uma grande investigação feita pelo próprio INSS a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU). Pela primeira vez o órgão expôs com detalhes o quadro do represamento da fila que está afetando brasileiros em todo o país.

Se levarmos em conta apenas as pessoas com deficiência, são 420.271 que aguardam convivem com a crise do INSS há no mínimo um mês e meio.

O documento, que o Estado teve acesso, também revelou que a fila conta com 108.416 mulheres à espera do salário-maternidade, benefício que é pago quando há afastamento do trabalho para o nascimento do filho.

Do total de 1,3 milhão de pedidos represados em janeiro, 400.853 eram de trabalhadores que esperavam a aposentadoria por tempo de contribuição. Já os outros 217.256 requereram a aposentadoria por idade.

O acúmulo no INSS iniciou uma preocupação no governo, pois cresceram reclamações sobre a demora para análises de pedidos de benefícios. Em janeiro, o Estado revelou que 1,2 milhão de pessoas estavam aguardando a análise de documentações para poderem ter acesso aos benefícios.

Com grande pressão, o governo anunciou uma força-tarefa para dar uma resposta à população dependente do serviço, principalmente os mais pobres, já que 98% dos beneficiários ganham, no máximo, três salários mínimos. Uma ajuda estudada foi a contratação de militares da reserva para dar conta do acúmulo de pedidos.

O balanço apresentado pelo INSS também apontou o tamanho da fila em cada estado. A pior situação é a do Distrito Federal, que conta com 608.853 pedidos represados há mais de 45 dias. O número representa 44% do total de atrasos.

O Instituto comunicou, no entanto, que o número inclui requerimentos feitos em outros Estados, mas que estão sob análise nas Centrais Especializadas de Análise de Benefícios.

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Seguindo o ranking do atraso, Pernambuco vem na sequência com 245.175, e São Paulo com 183.889 pedidos. O cenário mais favorável, porém, ainda fora do ideal é em Roraima, que tem 40 pessoas na fila.

 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.
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