Cadastro Positivo confunde consumidores com critério duvidoso

Erros no sistema do Cadastro Positivo estão afetando inúmeros brasileiros. Na última semana, uma reportagem especial do portal UOL mostrou que o funcionamento do programa está passando por uma série de inconstâncias, confundindo aqueles que desejarem dar entrada em alguma solicitação de crédito.

Cadastro Positivo confunde consumidores com critério duvidoso (Imagem: Reprodução - Google)
Cadastro Positivo confunde consumidores com critério duvidoso (Imagem: Reprodução – Google)

Em validação há pouco mais de um mês, os dados do CP estão interferido na aprovação dos consumidores que desejam parcelar suas compras ou solicitar algum contrato com as instituições financeiras.

Aparentemente, as falhas em seu sistema permitem que uma mesma pessoa consiga apresentar diferentes pontuações no score, a depender da empresa que colabore com a pontuação.

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O Banco Central permite que quatro empresas possam realizar essa contagem de pontos, sendo elas: Serasa Experian, SPC Brasil, Boa Vista e Quod. Por meio de cada modalidade, é possível verificar os convênios com as redes de lojas e assim elaborar notas individuais.

Isso significa que, se estiver devendo a empresa de uma modalidade e estiver em dia com uma marca de outra modalidade, o consumidor apresentará diferentes resultados, impossibilitando sua avaliação final por parte dos bancos.

Em cada birô, é possível acumular entre 0 a mil pontos. A divisão e critério de notas vai de acordo com balanço geral.

Quem tem até 300 pontos significa ser um possível devedor. Entre 300 a 700 apresenta uma porcentagem média de risco de inadimplência e acima de 700 passa maior segurança e baixo risco de débito para os seus contratantes.

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Ao ter uma nota diferente em cada birô, o consumidor tem sua capacidade de avaliação prejudicada, uma vez em que a instituição não saberá ao certo seu índice de débito.

Exemplo: ao tentar comprar um ar condicionado em uma marca onde seu birô lhe deu uma pontuação menor, ele terá o cadastro negado, mesmo que em uma loja diferente, onde a nota seja maior, ele possa ser aceito.

A situação vem ocasionando em uma série de reclamações no portal do Cadastro Positivo. Os usuários alegam estar sentindo dificuldades para negociação, ter seus contratos negados e solicitam uma resposta com solução. Até então, não foi divulgada nenhuma medida que corrija a inconstância de dados.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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