A confirmação de pelo menos dois casos do vírus Nipah no estado da Bengala Ocidental, na Índia, levou aeroportos em diversos países asiáticos a retomarem medidas de segurança sanitária.
A ação, entretanto, remete aos protocolos adotados durante a pandemia de Covid-19.
Até o momento, aeroportos na Tailândia, Singapura, Hong Kong, Malásia, Indonésia, Vietnã e Paquistão implementaram essas precauções.
O vírus Nipah, identificado pela primeira vez em 1999, já causou surtos na Ásia antes, gerando preocupação devido à sua alta taxa de letalidade. Ela, aliás, pode variar entre 40% e 75%. Até o momento, os casos recentes na Índia não resultaram em óbitos.
Os indivíduos com diagnósticos da doença na Índia são profissionais da saúde.
Eles apresentaram os primeiros sintomas no final de dezembro e desde então, estão em isolamento. Como consequência da identificação, mais de cem pessoas foram colocadas em quarentena para prevenir a propagação do vírus.
Autoridades de saúde indianas rastrearam 196 contatos próximos aos pacientes. Contudo, todos os contatados testaram negativo para o vírus Nipah e não apresentaram sintomas.
O que é o Vírus Nipah e como ele se transmite?
O vírus Nipah tem como hospedeiros principais morcegos do gênero Pteropus.
A transmissão para humanos ocorre, frequentemente, através do consumo de alimentos contaminados por secreções desses animais. Contudo, em fases posteriores, o vírus pode ser transmitido entre pessoas.
Atenção neste detalhe, pois a transmissão interpessoal requer um contato próximo com secreções de indivíduos infectados.
Esse detalhe, portanto, é fundamental para a compreensão do risco de disseminação em larga escala.
Quais os riscos associados ao Vírus Nipah?
A taxa de letalidade do vírus Nipah, sobretudo, é uma das principais preocupações. Embora os casos recentes na Índia não tenham levado a óbitos, a incidência histórica de mortalidade é elevada.
De qualquer modo, o mecanismo de transmissão atualmente sugere que o risco do vírus Nipah se tornar a próxima pandemia é considerado baixo por especialistas. Isso se deve à necessidade de contato íntimo para a sua propagação entre humanos.
Porém, estas medidas de vigilância e controle em aeroportos visam monitorar viajantes e identificar potenciais casos precocemente. No fim, o objetivo é minimizar o risco de introdução do vírus em novas regiões.






