
e gera preocupações
(Imagem: Geração/FDR)
Esse atraso na ação da ANVISA gerou incertezas sobre a proteção dos consumidores e os riscos associados à administração de medicamentos com dosagem irregular do princípio ativo. Afinal, a suspensão tardia de remédio psiquiátrico fez com que ele ficasse disponível para compra por muito tempo.
A medicação usada para o tratamento de ansiedade foi fabricada pelo laboratório EMS, que já se manifestou sobre o caso garantindo que a população pode seguir confiando na qualidade dos seus serviços.
Suspensão tardia de remédio psiquiátrico
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) demorou nove meses para suspender um lote de medicamento contra ansiedade fabricado pela EMS, gigante farmacêutica brasileira.
- A suspensão foi determinada apenas após o alerta da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, em novembro de 2024, que apontou risco à saúde da população devido a falhas na dosagem do princípio ativo, o Diazepam 5 mg.
Problemas identificados no medicamento
- O medicamento foi inicialmente identificado com variações no conteúdo do princípio ativo, o que poderia comprometer a eficácia do tratamento.
- Porém, após o laudo da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, que exigiu a retirada do lote do mercado, a ANVISA demorou meses para agir, com a medida de suspensão sendo tomada apenas no início de setembro de 2025, já com o lote prestes a vencer.
- Essa demora resultou em um efeito prático quase irrelevante, dado que o medicamento já estava perto de expirar.
A revogação da suspensão pela ANVISA
Além disso, a ANVISA revogou a suspensão do lote após uma revisão das evidências. Nesse caso a alegação foi de que a metodologia utilizada pelo governo mineiro na análise do produto não era a adequada e que a contraprova demonstrou conformidade com os padrões exigidos.
Apesar disso, a situação gerou uma série de preocupações quanto à segurança e à agilidade da agência em lidar com possíveis riscos à saúde pública.
Impactos no controle de medicamentos psiquiátricos
O episódio levantou questões sobre a eficiência da ANVISA no cumprimento de seu papel regulador, principalmente em casos envolvendo medicamentos essenciais, como os usados para tratar transtornos psiquiátricos.
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