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Recebeu R$ 5,6 mi por engano? Entenda seus direitos e o que fazer legalmente

Por Moysés Batista
01/02/2026
Uma mulher que recebeu R$ 5,6 mi por engano olha aflita pelo celular

Imagem: Geração/FDR

  • 👉 Quem recebe dinheiro por engano é obrigado a devolver.

  • 👉 Usar o valor pode gerar processo criminal e ação de cobrança.

  • 👉 A forma como você age nas primeiras horas define sua proteção jurídica.

Receber uma quantia muito alta, como R$ 5,6 milhões, por erro bancário causa surpresa, porém também impõe deveres imediatos.

Em 2026, a legislação brasileira continua clara sobre esse tipo de situação. Por isso, entender seus direitos e, principalmente, suas obrigações evita prejuízos e complicações futuras.

O que diz a lei sobre dinheiro recebido por engano?

O Código Civil determina que toda pessoa que recebe um valor que não lhe pertence deve devolvê-lo.

O artigo 876 trata da chamada repetição do indébito, ou seja, a obrigação de restituir aquilo que foi recebido sem causa legítima.

Em termos práticos, isso significa que o destinatário do depósito não pode permanecer com o dinheiro, mesmo que o erro tenha ocorrido por falha do banco ou do remetente.

Porém, o ponto mais sensível envolve a esfera criminal.

Quando a pessoa percebe que o dinheiro não é seu e, ainda assim, passa a utilizá-lo, a conduta pode se enquadrar no crime de apropriação de coisa havida por erro, previsto no artigo 169, inciso II, do Código Penal.

Nesse tipo de situação, a lei entende que houve aproveitamento consciente de um erro alheio.

Portanto, agir rapidamente e com transparência reduz riscos jurídicos de forma significativa.

Quais passos seguir ao identificar o depósito indevido?

Assim que você perceber o crédito inesperado, adote as seguintes medidas.

  • Não movimente o valor.
    Evite transferências, saques ou qualquer tentativa de uso do dinheiro.

  • Avise o banco imediatamente.
    Entre em contato pelos canais oficiais e solicite um protocolo de atendimento.

  • Solicite orientações formais.
    Peça, sempre que possível, uma resposta registrada por e-mail ou aplicativo.

  • Permita a intermediação da instituição.
    Deixe que o próprio banco faça o contato com o remetente.

  • Registre todas as interações.
    Guarde números de protocolos, mensagens e comprovantes.

  • Procure um advogado.
    Especialmente em valores elevados, o apoio jurídico ajuda a prevenir falhas de procedimento.

Enquanto isso, mantenha o valor integral disponível na conta.

Quais são os riscos de usar ou ignorar o dinheiro?

Ignorar o depósito ou utilizar o valor não elimina a obrigação de devolução. Ao contrário, a pessoa poderá responder:

  • por cobrança judicial do valor,

  • por correção monetária e juros,

  • e, dependendo do caso, por responsabilização criminal.

Mesmo que o dinheiro já não esteja mais na conta, a dívida permanece.

Assim, quanto mais cedo ocorrer a comunicação formal, menor tende a ser o risco de litígio.

Fique atento

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O banco também tem responsabilidade?

Sim.

Os bancos devem corrigir falhas operacionais e conduzir o processo de estorno com rapidez.

No entanto, a existência de erro no sistema não autoriza o cliente a se apropriar do valor.

Por isso, a comunicação imediata com a instituição financeira funciona como principal mecanismo de proteção para o consumidor.

Resumo prático: o que fazer ao receber R$ 5,6 milhões por engano
  • Não utilize o dinheiro.

  • Avise o banco imediatamente.

  • Guarde todos os registros.

  • Permita a devolução pelo canal oficial.

  • Busque orientação jurídica.

Dessa forma, você demonstra boa-fé, cumpre a lei e evita problemas judiciais em 2026.

LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Moysés Batista

Moysés Batista

Moysés é Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Além de ter entregue mais de 10 mil artigos em SEO nos últimos anos, tem se especializado na produção de conteúdo sobre benefícios sociais, crédito e notícias nacionais.

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