O novo RG, oficialmente chamado Carteira de Identidade Nacional (CIN), traz uma série de mudanças em relação ao documento anterior.
Afinal, ele passa a usar o CPF como número único de identificação e adota formato físico e digital padronizados em todo o país.
O RG antigo continua válido até 2032, mas há vantagens claras na adoção da nova versão.
Documentos aceitos para emissão
Para solicitar a primeira via da CIN, o cidadão deve apresentar:
- Certidão de nascimento ou de casamento (originais ou cópias autenticadas)
- CPF ou documento que comprove regularização do CPF junto à Receita Federal
- Comprovante de residência, como conta de água, luz, gás, telefone ou internet em nome do solicitante
Durante o atendimento, os agentes coletam dados biométricos e biográficos. Dependendo do estado, pode-se também incluir outros dados no documento digital, como:
- título de eleitor;
- carteira de trabalho;
- NIS/PIS/PASEP;
- SUS;
- CNH;
- certificado militar;
- além de tipo sanguíneo;
- deficiência;
- e nome social (quando aplicável).
Novidades no modelo da nova identidade
Unificação e segurança
A CIN utiliza o CPF como número único nacional, o que elimina a possibilidade de múltiplos RGs por pessoa.
O documento traz elementos de segurança, como QR Code para autenticação rápida e zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante ao usado em passaportes.
Formas disponíveis e validade
A nova carteira é oferecida em formato físico (em papel-moeda ou policarbonato) e digital, disponível pelo aplicativo Gov.br. A validade varia conforme a idade:
- Até 12 anos incompletos: 5 anos de validade
- A partir de 12 até 60 anos: 10 anos de validade
- Acima de 60 anos: validade indeterminada
Processo de emissão e prazos do novo RG
A emissão da CIN ocorre pelos Institutos de Identificação dos estados e do Distrito Federal, mediante agendamento online nos canais oficiais de cada unidade federativa.
A primeira via é gratuita, conforme a legislação federal, enquanto a segunda via pode ter cobrança, variando conforme o estado.
Estados como São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já aplicam taxas para segunda via, mas também oferecem isenções. Isso ocorre em casos como vulnerabilidade social, idosos ou vítimas de roubo com boletim de ocorrência.
O RG antigo, entretanto, permanece válido até 28 de fevereiro de 2032.
A troca para a CIN não é obrigatória ainda, mas é recomendada para facilitar o uso de serviços digitais e aumentar a segurança.
Panorama da adoção
Atualmente, todos os estados já emitem a nova carteira, embora alguns ainda estejam em processo de adaptação completa.
Ao longo de 2026, o governo federal visa emitir até 150 milhões de CINs, progressivamente substituindo assim, o RG tradicional como documento oficial.
Essas mudanças representam um avanço significativo na padronização, segurança e integração digital da identificação civil no Brasil.






