Um vídeo recente mostrou um guia local explicando, de forma simples e bem-humorada, como escapar da areia movediça na baía do Mont Saint-Michel.
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Além do fator educativo, o vídeo despertou algo inesperado.
Adultos que cresceram nos anos 1990 e 2000 passaram a comentar que acreditavam, na infância, que areia movediça seria um perigo constante na vida adulta.
Por que existe areia movediça na baía
O Mont Saint-Michel é um dos pontos turísticos mais famosos da França. Reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979, o local se destaca por virar ilha durante a maré alta.
Entretanto, a baía ao redor apresenta riscos reais.
Isso porque, a combinação de sedimentos muito finos, água subterrânea e marés rápidas cria áreas instáveis de areia movediça.
Esse perigo não é novo. Relatos históricos e registros modernos mostram que resgates ainda ocorrem, inclusive com apoio aéreo em situações extremas.
Por isso, caminhar sozinho pela baía pode não ser uma boa ideia. Passeios só são considerados seguros quando feitos com guias especializados.
O que a ciência diz sobre a areia movediça
Ao contrário do que filmes e desenhos sugeriam, areia movediça não “engole” pessoas.
Ela funciona como uma mistura de areia e água que perde rigidez quando é perturbada.
Quando alguém se debate, os grãos se afastam. Nesse momento, o solo passa a se comportar como um líquido espesso.
Apesar da sensação de afundamento, o corpo humano é menos denso que essa mistura. Na maioria dos casos, a pessoa afunda apenas até a cintura ou o tórax.
O verdadeiro risco está no tempo. Quanto mais a pessoa permanece parada, mais a água drena e a areia endurece, dificultando a saída, especialmente com a maré subindo.
A técnica simples que chamou atenção
No vídeo, o guia demonstra um método eficaz. Primeiro, manter a calma evita que o solo se liquefa ainda mais.
Um guia local mostra como lidar com areia movediça durante uma visita ao Monte Saint Michel.pic.twitter.com/Ym92jCpUmi
— Artur Alves (@lebigh_official) January 8, 2026
Em seguida, o ideal é inclinar o corpo ou deitar de costas. Isso distribui o peso por uma área maior.
Depois, a pessoa deve mover lentamente uma perna de cada vez. O movimento ajuda a água a voltar entre os grãos de areia.
Com cuidado, um joelho é apoiado na superfície. O processo se repete até que seja possível rastejar até um ponto firme.
Por que o vídeo viralizou tão rápido
Além da utilidade prática, o conteúdo ativou a nostalgia. Afinal, muitos comentários citaram desenhos, filmes de aventura e o medo exagerado da areia movediça na infância.
Essa combinação de ciência, humor e memória afetiva, ocasionalmente, criou o cenário ideal para o algoritmo.
No fim, o vídeo mostrou que informação correta também pode dar um bom entretenimento.
