Desde dezembro de 2025, uma nova regra passou a integrar o Código de Trânsito Brasileiro e mudou o processo para quem deseja tirar a primeira habilitação. A Lei nº 15.153/2025 tornou obrigatório o exame toxicológico para candidatos às categorias A e B, algo que antes era exigido apenas de motoristas profissionais.
A medida, porém, ainda gera dúvidas sobre prazos, aplicação prática e custos. Além disso, levantou debates sobre justiça, eficácia e impactos entre jovens condutores.
Nos próximos minutos, você confere o que já está valendo, o que ainda depende de regulamentação e como o exame funciona.
O que mudou na CNH com a nova lei?
A principal alteração foi a ampliação da exigência do exame toxicológico, pois, agora:
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Primeira habilitação: obrigatória para categorias A, B, C, D e E.
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Renovação: continua obrigatória apenas para C, D e E.
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Renovação A e B: segue sem exigência.
Além disso, a lei também:
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Autoriza uso de recursos de multas para custear CNH de baixa renda.
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Permite transferência eletrônica de veículos.
O objetivo, nesse sentido, é aumentar a segurança viária e reduzir acidentes ligados ao uso de substâncias psicoativas.
Quando a regra começa a valer de fato?
A lei entrou em vigor oficialmente em 10 de dezembro de 2025, após a derrubada do veto presidencial.
Entretanto, na prática, a aplicação depende de normas complementares da Senatran e do Contran. Por isso:
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Alguns Detrans ainda não exigem o exame.
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Estados como o Rio Grande do Sul informaram que só cobrarão após regulamentação.
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Há expectativa de implementação plena ao longo de 2026, possivelmente até julho.
Enquanto isso, autoescolas e candidatos devem acompanhar comunicados do Detran local.
Como funciona o exame toxicológico?
O exame identifica o uso de drogas nos últimos 90 dias (ou até 180, em alguns casos).
Principais pontos:
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Coleta: cabelo, pelos ou unhas.
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Jejum: não é necessário.
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Prazo do resultado: 10 a 15 dias úteis.
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Validade: 90 dias.
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Custo médio: entre R$ 110 e R$ 250.
A análise é feita por cromatografia e espectrometria de massas, métodos usados para evitar fraude ou contaminação.
Substâncias detectadas
| Classe | Exemplos |
|---|---|
| Anfetaminas | rebite, MDMA, mazindol |
| Canabinoides | maconha, haxixe |
| Opioides | morfina, oxicodona |
| Cocaína | cocaína, crack |
O álcool não é detectado.
Medicamentos como mazindol, usados para emagrecimento, podem gerar resultado positivo mesmo com prescrição.
O que acontece se o resultado for positivo?
O candidato:
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Pode refazer o exame após tratamento ou novo período de abstinência.
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Deve informar medicamentos em uso no momento da coleta.
Água, chás, shampoos ou dietas não alteram o resultado.
Impacto e controvérsias
Estima-se que a mudança gere entre 1,3 e 2 milhões de novos exames em 2026.
Além disso, o país já tem cerca de 75,6 milhões de CNHs A e B ativas, o que indica impacto direto sobre jovens.
Entre 2021 e 2025:
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Foram feitos 18,5 milhões de exames em motoristas profissionais.
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Apenas 1,2% deram positivo.
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A cocaína respondeu por 87% das detecções.
Apesar disso, especialistas e usuários criticam:
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O impacto sobre quem usa canabinoides medicinalmente.
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O custo adicional para famílias de baixa renda.
Por outro lado, defensores afirmam que a regra pode reduzir o consumo precoce de drogas e aumentar a segurança no trânsito.






