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Especialistas alertam: esse “carinho” pode estar fazendo mal ao seu pet

Por Juliano Machado
28/04/2026
Imagem: Reprodução / unplash

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Em 2026, os pets se tornaram parte integral das famílias. A adoção de cães e gatos aumentou significativamente, ocupando o espaço dos filhos que muitos decidiram adiar. Esse fenômeno não altera apenas a estrutura familiar, mas também a maneira como projetamos emoções nos nossos animais. Contudo, especialistas alertam: esse “carinho” pode estar fazendo mal ao seu pet.

Quando o afeto vira um problema

Em locais onde cães e gatos ganham status de filhos, os hábitos humanos tendem a se misturar com as necessidades animais. Isso gera um fenômeno conhecido como humanização excessiva. Quando tratamos nossos pets como humanos, esperamos que eles retribuam da mesma forma, o que não condiz com sua natureza.

Tratar um pet como um ser humano interfere no comportamento natural do animal. Cães e gatos precisam explorar, brincar e expressar seus instintos. A superproteção e a imposição de rotinas humanas impedem essas espécies de satisfazer suas necessidades básicas.

Os sinais invisíveis do desequilíbrio

Os efeitos dessa relação complexa não são sempre visíveis. Um cão ansioso que destrói objetos ou late sem parar pode estar sofrendo de ansiedade. Apesar de parecer apenas uma demonstração de afeto e dependência, muitas vezes revela um quadro de desequilíbrio emocional.

A humanização excessiva se manifesta em práticas do dia a dia, como vestir o pet com roupas ou usar perfumes, comprometendo a comunicação natural dos animais. O olfato, essencial para a comunicação entre eles, sofre alterações que podem causar estresse e dificuldades na interação.

As recomendações para um vínculo saudável

Para manter uma relação saudável, é importante entender que cães e gatos possuem necessidades próprias. Durante despedidas e reencontros, por exemplo, a postura neutra dos tutores é recomendada para evitar a ansiedade de separação. Interações excessivamente emocionais reforçam a dependência emocional dos animais, dificultando sua autonomia.

O alerta é claro: não se trata de amor em excesso, mas de respeitar a individualidade do seu pet. Reconhecer suas verdadeiras necessidades é essencial para um convívio harmônico e feliz. Ao aplicar essas recomendações, o vínculo com o animal não diminui, pelo contrário, torna-se mais autêntico e pleno. As relações bem equilibradas entre humanos e animais asseguram o bem-estar de todos os envolvidos, fortalecendo laços saudáveis e duradouros.

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Juliano Machado

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