A cesta básica de alimentos ficou mais barata em todas as capitais brasileiras no segundo semestre de 2025.
O levantamento, divulgado em janeiro de 2026, mostra reduções que variam de 1,56% a 9,08% entre julho e dezembro.
Os dados são do Dieese em parceria com a Conab e, pela primeira vez, abrangem as 27 capitais do país, ampliando assim, o retrato do custo alimentar no Brasil.
O que diz a pesquisa sobre a queda da cesta básica?
O estudo comparou os valores médios mensais da cesta básica entre julho e dezembro de 2025. Nesse intervalo, todas as capitais registraram recuo nos preços.
Antes disso, o acompanhamento incluía apenas 17 cidades. Mas agora, a ampliação permite avaliar com mais precisão o impacto regional do custo dos alimentos.
Conforme o Dieese, a redução ocorreu tanto em capitais com histórico de preços elevados quanto em centros urbanos com menor custo médio.
As maiores reduções percentuais ocorreram principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Ranking das principais quedas:
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Boa Vista (RR): –9,08%
(de R$ 712,83 para R$ 652,14) -
Manaus (AM): –8,12%
(de R$ 674,78 para R$ 620,42) -
Fortaleza (CE): –7,90%
(de R$ 738,09 para R$ 677,00)
Outras capitais com queda expressiva:
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Florianópolis (SC): –7,67%
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Brasília (DF): –7,65%
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Vitória (ES): –7,05%
Fonte: DIEESE
Apesar da tendência nacional, algumas capitais apresentaram recuos mais moderados.
Menores variações registradas:
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Belo Horizonte (MG): –1,56%
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Macapá (AP): –2,10%
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Campo Grande (MS): –2,16%
Essas diferenças refletem fatores locais, como logística, oferta regional de alimentos e estrutura de abastecimento.
Fonte: DIEESE
Por que os preços caíram no país?
Segundo a Conab, a queda está relacionada a um conjunto de fatores estruturais, como:
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aumento da produção agrícola em 2025;
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expansão do crédito rural por meio dos Planos Safra;
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maior participação da agricultura familiar no abastecimento;
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melhora na oferta de itens essenciais, como arroz, feijão, leite e óleo.
Em consequência, o mercado interno passou a operar com maior volume de produtos, pressionando os preços para baixo.
Como as famílias sentem isso no bolso este mês?
A cesta básica é um dos principais indicadores do custo de vida urbano. Quando seu valor diminui, o efeito é imediato no orçamento das famílias, especialmente entre trabalhadores de baixa renda.
Portanto, a queda generalizada ajuda a reduzir a pressão inflacionária dos alimentos e amplia o poder de compra mensal.
O segundo semestre de 2025 marcou um movimento incomum no país: todas as capitais registraram queda no preço da cesta básica.
Embora a intensidade varie entre as regiões, o cenário indica melhora no abastecimento e maior estabilidade no mercado de alimentos.
Se a tendência se mantiver, o início de 2026 pode consolidar um período mais favorável para o consumo essencial no Brasil.






