O aplicativo 2wai causou um dos maiores choques recentes no universo da tecnologia. Embora prometa “preservar memórias” e criar avatares digitais de pessoas vivas ou falecidas, o público reagiu com preocupação, desconforto e até repulsa.
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A divulgação de um vídeo promocional com avatares de familiares mortos reacendeu debates éticos e fez muita gente lembrar imediatamente de Black Mirror.
O que é o 2wai e por que o vídeo viral preocupou tanta gente?
O 2wai é um aplicativo que utiliza inteligência artificial para criar HoloAvatars, versões digitais interativas de pessoas reais.
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O recurso funciona a partir de alguns minutos de gravação: basta registrar um vídeo curto para que o sistema reproduza características de fala, estilo e até comportamentos da pessoa.
A polêmica explodiu após o ator Calum Worthy, cofundador do app, publicar um vídeo mostrando uma filha conversando com a mãe falecida por meio de um avatar.
Na sequência, a neta também fala com a avó digital em diferentes fases da vida.
A mensagem final — “Three minutes can last forever” — ampliou o debate ao sugerir que alguns minutos de gravação seriam suficientes para “eternizar” alguém.
A cena, apesar de emocional, provocou um forte estranhamento. Muitas pessoas consideraram o conteúdo perturbador e próximo demais da ficção distópica.
Por que o público comparou o app a Black Mirror?
Diversos usuários apontaram imediata semelhança com o episódio Be Right Back de Black Mirror, em que uma mulher recria o parceiro falecido por meio de IA. Assim como na série, o 2wai apresenta uma solução tecnológica que promete aliviar o luto, porém levanta questionamentos profundos.
Além disso, a possibilidade de conversar diariamente com um avatar digital de alguém que já morreu trouxe uma sensação de “invasão emocional”.
Para especialistas, esse tipo de interação pode atrapalhar o processo natural de despedida, criando dependência psicológica.
Outro ponto de tensão envolve consentimento pós-morte. A pessoa falecida autorizou sua imagem para esse uso? Uma gravação antiga pode ser suficiente para reconstruir sua personalidade?
Essas dúvidas reforçaram o clima distópico.
Os riscos emocionais e éticos do 2wai
Embora o app se apresente como uma ferramenta para preservar histórias familiares, críticos enxergam problemas sérios, como:
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Monetização da saudade, já que o serviço funciona por assinatura.
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Simulação de presença, que pode prolongar o luto de forma artificial.
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Uso indevido de identidade, principalmente de pessoas que não deram permissão para serem digitalizadas.
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Dependência emocional, especialmente em casos de perda recente.
Além disso, o tom comercial do vídeo — que mistura dor, nostalgia e vendas — ampliou a sensação de desconforto.
Muitos usuários classificaram a proposta como “profana”, “perturbadora” e “claramente distópica”.
Por que a discussão importa?
A repercussão em torno do 2wai mostra que a sociedade está repensando os limites da IA.
Preservar memórias é um desejo humano legítimo, porém recriar pessoas — especialmente falecidos — exige cuidado, reflexão e debate amplo.
