A manhã desta sexta-feira (13) amanheceu caótica em São Luís, Maranhão. Os ônibus do sistema urbano paralisaram suas atividades, pegando muitos trabalhadores e estudantes de surpresa.

A causa principal da greve é o atraso no pagamento do reajuste salarial dos rodoviários, conforme anunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema). Até o momento, não há previsão de quando o serviço será normalizado, gerando grande apreensão na população.
Impacto da Greve de Ônibus em São Luís
A paralisação afeta diretamente milhares de pessoas que dependem do transporte público para se locomover pela capital. Somente em uma das empresas do sistema, cerca de 300 funcionários não trabalharam e nenhum coletivo deixou o pátio. De acordo com o sindicato, entre 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam no transporte da Grande São Luís.
Sem os ônibus do sistema urbano, muitos moradores enfrentam dificuldades para chegar aos seus compromissos. Enquanto isso, os ônibus do sistema semiurbano (que atendem São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar) estão operando quase totalmente, mas com uma restrição: não estão acessando o Terminal da Cohab, padrão que já ocorreu em paralisações anteriores.
Investigação do MP-MA sobre o Transporte Público
A greve acontece enquanto o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) conduz um inquérito civil para apurar falhas na prestação do serviço, problemas estruturais e possíveis irregularidades na gestão do sistema. A investigação foca no Município, no SET e em consórcios como Central, Via SL, Upaon-Açu e Primor.
O MP-MA solicitou documentos fundamentais, incluindo:
- Informações sobre itinerários e frotas;
- Planilhas de custos e valores de subsídios pagos entre 2021 e 2026;
- Número de novos ônibus incorporados ao sistema no período.
Histórico: Dez paralisações em seis anos
O sistema de transporte de São Luís já passou por diversas crises. Nos últimos seis anos, a capital enfrentou ao menos dez paralisações.
A última, em janeiro, durou oito dias e foi encerrada após um acordo que determinava o pagamento integral dos salários atrasados até o dia 10 de março, promessa que motivou o movimento atual. Em 2022, a cidade registrou a maior greve do período, com 43 dias de duração.
A Prefeitura de São Luís foi contatada para comentar a falta de pagamento e a paralisação do sistema urbano, mas ainda não apresentou retorno.