O varejo brasileiro vive um contraste curioso entre duas marcas muito conhecidas do público. Apesar do enorme faturamento anual, o Magazine Luiza acabou ficando atrás da Havan quando o assunto é lucro.

Dados recentes mostram que a rede comandada por Luciano Hang registrou resultados financeiros que chamaram a atenção do mercado. O episódio, entretanto, ajuda a explicar como estratégias distintas podem gerar resultados muito diferentes no varejo.
Por que a Havan consegue lucrar mais que o Magazine Luiza?
A principal diferença está no modelo de negócio adotado por cada empresa.
Enquanto o Magazine Luiza se tornou um grande ecossistema digital com marketplace, logística e tecnologia, a Havan mantém um formato mais tradicional de varejo.
Entre os fatores que explicam essa diferença estão:
- Estrutura mais enxuta de custos
- Foco maior em lojas físicas
- Menor investimento em tecnologia e logística complexa
- Modelo de expansão mais controlado
Por causa disso, mesmo com receita menor, a margem de lucro pode ser maior.
Faturamento bilionário do Magazine Luiza não significa lucro maior
O Magazine Luiza movimenta cerca de R$ 56 bilhões por ano em vendas, o que o coloca entre os maiores varejistas do país.

No entanto, faturamento não é o mesmo que lucro. Antes de chegar ao resultado final, a empresa precisa pagar:
- salários
- transporte e logística
- impostos
- tecnologia e servidores
- marketing
- operação do marketplace
Esses custos reduzem a margem final da companhia.
Por outro lado, empresas com estruturas mais simples conseguem manter maior parte da receita como lucro.
Lucro da Havan chama atenção no varejo
Nos dados divulgados mais recentemente, a Havan registrou lucro líquido de cerca de R$ 2,7 bilhões em um único ano.
O resultado representou um crescimento expressivo em relação ao período anterior e reforçou a posição da rede como uma das varejistas mais rentáveis do país.
O desempenho também foi impulsionado por fatores como:
- crescimento nas vendas
- abertura de novas unidades
- controle rigoroso de despesas
Com mais de 170 lojas espalhadas pelo Brasil, a empresa segue expandindo sua presença no mercado.
Diferença entre faturamento e lucro explica o contraste
O caso de Magazine Luiza e Havan ilustra uma realidade comum no mundo dos negócios.
Empresas gigantes podem movimentar bilhões em vendas, mas isso não garante que o lucro será proporcional.
Algumas organizações priorizam crescimento, tecnologia e participação de mercado. Outras, porém, preferem manter operações mais simples para preservar margens maiores.
Por isso, mesmo faturando menos, a Havan conseguiu apresentar um lucro que surpreendeu analistas e consumidores.