Com a confirmação de 55 casos da doença no Brasil em 2026, a vigilância sanitária e a população voltam a atenção para a Mpox. Anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, a enfermidade é uma zoonose viral cujos surtos recentes têm exigido monitoramento constante das autoridades de saúde globais e locais.

(Foto: Ministério da Saúde)
A Mpox é causada pelo vírus Mpox (MPXV), pertencente à família dos ortopoxvírus. Embora tenha sido identificada pela primeira vez em colônias de macacos em 1958, o reservatório principal na natureza são roedores silvestres.
A doença provoca sintomas febris e erupções cutâneas características, visualmente parecido com uma catapora.
Como ocorre a transmissão do vírus Mpox?
A transmissão entre humanos acontece, principalmente, por meio de:
- Contato direto: Toque em lesões na pele, fluidos corporais ou crostas de uma pessoa infectada.
- Gotículas respiratórias: Contato prolongado e próximo (fala, tosse ou espirro).
- Objetos contaminados: Uso compartilhado de roupas, lençóis, toalhas ou utensílios de alimentação que tiveram contato com o vírus.
- Transmissão sexual: O contato íntimo é uma via importante de disseminação em surtos recentes.
Principais Sintomas do vírus Mpox
O período de incubação varia geralmente de 5 a 21 dias. Os sinais iniciais podem ser confundidos com uma gripe comum, mas evoluem rapidamente:
- Febre e calafrios.
- Dor de cabeça intensa e dores musculares.
- Linfonodos inchados (ínguas), que é um diferencial importante em relação à varíola comum.
- Erupções cutâneas: Começam geralmente na face e se espalham pelo corpo, passando pelos estágios de mácula, pápula, vesícula, pústula e, por fim, crosta.

(Foto: Ministério da Saúde)
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é realizado por meio de testes moleculares (PCR), analisando material coletado diretamente das lesões na pele.
Nota Importante: Na maioria dos casos, a Mpox é autolimitada, ou seja, o corpo combate o vírus sozinho em 2 a 4 semanas. O tratamento é focado no alívio dos sintomas (manejo da dor e febre) e no cuidado com as feridas para evitar infecções bacterianas secundárias. Casos graves podem exigir o uso de antivirais específicos sob supervisão médica.
Prevenção e Cuidados contra o vírus Mpox
Para evitar a propagação, as recomendações incluem:
- Evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
- Higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%.
- Isolamento imediato de indivíduos que apresentem sintomas até a cicatrização completa das feridas.
Atualmente, o Ministério da Saúde mantém a estratégia de vacinação voltada para grupos de maior risco e profissionais de laboratório, conforme a disponibilidade de doses e o cenário epidemiológico.
