A nova cepa de Mpox já apresenta circulação confirmada no Brasil em 2026, com mais de 40 casos registrados apenas no estado de São Paulo, segundo dados das secretarias estaduais de saúde e do Ministério da Saúde.
O avanço da doença mantém autoridades em alerta, principalmente por causa da identificação de uma variante mais recente do vírus.

Ao todo, o país já confirmou entre 46 e 62 casos neste ano, com registros distribuídos em diferentes regiões. No entanto, São Paulo concentra a maior parte dos diagnósticos, o que coloca o estado como principal foco atual da doença no território nacional.
São Paulo concentra mais de 80% dos casos confirmados no Brasil
São Paulo lidera com ampla diferença em relação aos demais estados. Até o momento, o estado confirmou entre 41 e 44 casos da nova cepa de Mpox em 2026, o equivalente a mais de 80% do total nacional. Os registros ocorreram a princípio, nas seguintes cidades:
- São Paulo (capital)
- Campinas
- Ribeirão Preto
- Santos
- Sorocaba
- São José dos Campos
Esse padrão ocorre porque grandes centros urbanos possuem maior circulação de pessoas, o que facilita a transmissão do vírus.
Além disso, a vigilância epidemiológica foi reforçada nessas regiões, com rastreamento de contatos e monitoramento ativo de novos sintomas.
Outros estados também confirmaram casos da nova cepa
Embora São Paulo concentre a maioria dos casos, outros estados já registraram infecções confirmadas em 2026:
| Estado | Casos confirmados |
|---|---|
| São Paulo | 41 a 44 casos |
| Rio de Janeiro | 3 casos |
| Bahia | 2 casos |
| Rio Grande do Sul | 1 caso |
| Distrito Federal | 1 caso |
| Santa Catarina | 1 caso |
| Rondônia | 1 caso |
Esses números mostram que o vírus já circula em diferentes regiões do país, embora ainda em níveis considerados controlados.
O que é a nova cepa de Mpox e por que ela preocupa autoridades
A nova cepa identificada no Brasil pertence a uma linhagem mais recente do vírus. Ela é associada à circulação internacional e a cadeias de transmissão monitoradas desde 2025.
Essa variante chama atenção porque pode apresentar maior capacidade de disseminação em determinados contextos.
No entanto, especialistas destacam que a maioria dos casos registrados apresenta sintomas leves ou moderados, sem evolução para quadros graves.
Até o momento, aliás, não há registro de mortes relacionadas à Mpox no Brasil em 2026.
Quais são os sintomas e quando procurar atendimento
Os sintomas da Mpox geralmente aparecem entre 5 e 21 dias após a exposição ao vírus, demodo que os principais sinais incluem:
- Febre
- Dor muscular
- Cansaço intenso
- Inchaço dos gânglios
- Lesões na pele, principal característica da doença
Essas lesões costumam surgir no rosto, mãos, pés ou outras partes do corpo.
Ao perceber esses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

Brasil mantém vigilância ativa para evitar avanço da doença
As autoridades de saúde mantêm monitoramento contínuo da situação, ainda mais após o aumento da circulação internacional e eventos com grande movimentação de pessoas.
O foco atual em torno da mpox está na identificação rápida dos casos e no bloqueio das cadeias de transmissão. Esse controle permite reduzir o risco de expansão da doença e evitar um cenário mais grave.
Mesmo com o aumento recente, o Ministério da Saúde considera o risco geral sob controle, desde que a vigilância continue ativa.