Um novo estudo da Universidade de Newcastle revelou um dado preocupante sobre o uso de panelas antiaderentes.
Apenas um risco em uma panela de Teflon é suficiente para liberar até 9 mil partículas de microplásticos e nanoplásticos diretamente na comida.
Esses fragmentos são invisíveis a olho nu, mas podem ser ingeridos sem que o consumidor perceba, trazendo riscos silenciosos para a saúde.
Microplásticos no corpo humano
Segundo os pesquisadores, parte dessas partículas consegue ultrapassar a barreira do sistema digestivo, alcançando a corrente sanguínea e até órgãos.
Os impactos já associados incluem inflamação, desregulação hormonal e até potenciais riscos de câncer. A preocupação aumenta quando se considera que o uso contínuo de panelas riscadas intensifica a exposição ao longo dos anos.
Como o Teflon libera partículas
O material responsável pelo revestimento antiaderente é geralmente o PTFE (politetrafluoretileno), mais conhecido como Teflon.
Quando submetido ao calor ou ao atrito de utensílios de metal, esse revestimento começa a se desgastar e liberar micropartículas. Pequenos riscos, que parecem inofensivos, já são suficientes para comprometer a segurança alimentar.
Como reduzir os riscos na panela?
Especialistas recomendam substituir panelas riscadas por alternativas mais seguras, como, por exemplo, ferro fundido, aço inoxidável ou cerâmica.
Além disso, o uso de utensílios de madeira ou silicone ajuda a proteger a superfície das panelas e prolongar sua vida útil.
A conveniência de cozinhar sem grudar não pode vir acompanhada de uma ameaça invisível à saúde.
Um alerta para a cozinha do dia a dia
O estudo reforça a importância de repensar hábitos domésticos e de avaliar não apenas o que se cozinha, mas também em que se cozinha.
Trocar panelas antigas ou riscadas pode parecer um detalhe, mas é uma decisão que impacta diretamente a saúde a longo prazo.