Em 3 de fevereiro de 2023, a Marinha do Brasil afundou deliberadamente o antigo porta-aviões São Paulo, construído na França e conhecido anteriormente como Foch.
O navio de cerca de 32 mil toneladas foi levado ao fundo em uma operação controlada.
Isso aconteceu a aproximadamente 350 quilômetros da costa brasileira e em uma área com cerca de 5 mil metros de profundidade.
Portanto, o afundamento não foi um acidente nem um exercício militar.
A decisão veio depois de meses de impasse sobre o destino do casco, embora o estado de conservação do navio tenha pesado diretamente na escolha feita pelas autoridades.
Por que a Marinha decidiu afundar o São Paulo
Segundo a Marinha, a estrutura do porta-aviões apresentava degradação e risco crescente de um afundamento sem controle.
O casco também enfrentava restrições para atracar em portos, o que reduzia as alternativas disponíveis para desmontagem ou reparo.
A justificativa oficial apontou que um naufrágio controlado, em área previamente selecionada, reduziria riscos à navegação e evitaria uma ocorrência em local mais sensível.
A Marinha informou que considerou características hidrográficas e ambientais na escolha do ponto.
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O porta-aviões ficou sem destino após viagem para a Turquia
Antes de servir ao Brasil, o porta-aviões integrou a Marinha francesa com o nome Foch.
Após sair de operação no país, o São Paulo foi vendido para desmontagem e iniciou, em 2022, uma viagem rebocado em direção à Turquia.
O plano fracassou quando as autoridades turcas cancelaram a autorização de entrada diante de preocupações ambientais relacionadas ao processo de desmonte.
O casco voltou ao Atlântico e permaneceu em uma situação cada vez mais difícil, sem uma solução portuária considerada viável pelas autoridades brasileiras.
A decisão provocou uma disputa ambiental
O Ibama se posicionou contra o afundamento e afirmou que buscava alternativas para uma destinação ambientalmente adequada.
A principal preocupação envolvia materiais potencialmente perigosos presentes em uma embarcação antiga, incluindo componentes com amianto e outras substâncias.
A Marinha, por sua vez, sustentou que a deterioração do casco tornava urgente uma solução e que o cenário de afundamento espontâneo apresentava riscos maiores.
O ponto central do caso do porta-aviões
Avarias ajudaram a criar o impasse, mas não foram elas que fizeram o navio simplesmente desaparecer sob a água.
O ato final foi uma decisão planejada do Estado brasileiro, executada pela Marinha após o fracasso da rota de reciclagem e a piora das condições do São Paulo.
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