Quem esperava um alívio na conta de luz em agosto vai ter que continuar esperando.
A Agência Nacional de Energia Elétrica manteve a bandeira tarifária amarela para o mês, o que significa cobrança extra na fatura pelo quarto mês consecutivo.
O motivo está no céu: a falta de chuvas obriga o país a ligar usinas mais caras, e essa conta acaba chegando ao consumidor.
Quanto você vai pagar a mais na conta de luz?
A resposta direta para quem quer saber o tamanho do impacto está no valor por consumo.
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ENTENDA A MEDIDA →
Com a bandeira amarela em vigor, haverá um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor aplicado conforme o consumo de cada imóvel e que aparece diretamente na fatura.
Para traduzir isso em um exemplo prático, vale olhar para um consumo médio residencial.
Uma residência que consome 200 kWh por mês terá um acréscimo de cerca de R$ 3,77 na conta de energia, além dos impostos e demais encargos.
A lógica é simples: quanto maior for o consumo, maior será o valor adicional provocado pela bandeira tarifária.
Conta de luz: quarto mês seguido de cobrança extra
O que chama a atenção é a persistência dessa cobrança adicional. A bandeira amarela está em vigor desde maio de 2026, acumulando quatro meses consecutivos de taxas adicionais para cobrir custos de geração.
Por que a bandeira da conta de luz segue amarela?
A explicação está ligada ao clima e ao funcionamento do sistema elétrico brasileiro.
Segundo a ANEEL, a manutenção da bandeira ocorre por causa das condições menos favoráveis para a geração de energia no país durante o período de estiagem.
O problema começa nos reservatórios e se agrava na fonte de geração.
Com a redução da geração hidrelétrica, o sistema elétrico pode precisar acionar usinas termelétricas para garantir o abastecimento, e essas unidades possuem custos de operação mais elevados.
Ou seja, quando falta água nas hidrelétricas, entra em cena uma energia mais cara de produzir.
Entenda o sistema de bandeiras
Para quem se perde nas cores, o mecanismo é mais simples do que parece.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para informar aos consumidores, de forma transparente, as condições de geração de energia elétrica no país e os custos associados ao fornecimento, funcionando como um indicador que sinaliza quando a produção está mais barata ou mais cara.
Cada cor tem um significado direto no bolso.
- A bandeira verde representa condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional;
- a bandeira amarela indica condições menos favoráveis, com o acréscimo de R$ 0,01885 por kWh, o equivalente aos R$ 1,885 a cada 100 kWh.
A definição não é aleatória: a Aneel define a cor da bandeira com base em informações sobre os reservatórios, a previsão de chuvas, a demanda por energia e a necessidade de utilização das termelétricas.
Atenção ao risco de bandeira vermelha na conta de luz
O alerta para os próximos meses é o que mais preocupa. Se o cenário climático não melhorar, a situação pode piorar.
O fenômeno El Niño deve aumentar temperaturas e reduzir chuvas nas regiões Norte e Nordeste, agravando a situação das hidrelétricas e elevando o risco de acionamento das termelétricas, com possibilidade de avanço para a bandeira vermelha nos próximos meses.
Na bandeira vermelha patamar 2, por exemplo, o acréscimo salta para R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos, valor muito superior ao cobrado atualmente na amarela.
Por isso, o cenário exige atenção redobrada de quem quer evitar sustos na fatura.
