A Mega-Sena acumulou de novo. No concurso 3037, sorteado na noite de terça-feira, 28 de julho, ninguém acertou as seis dezenas (02, 11, 22, 30, 51 e 54), e o prêmio principal subiu de R$ 78 milhões para R$ 86 milhões.
O próximo sorteio acontece nesta quinta-feira, 30 de julho, e as apostas podem ser feitas até as 19h nas lotéricas, no aplicativo Loterias Caixa e no portal oficial da Caixa.
Mesmo sem ganhador na faixa principal, o concurso teve premiados: 38 apostas acertaram cinco números e levaram R$ 63.121,17 cada, e outros 3.447 jogos fizeram a quadra, com R$ 1.147,01 cada.
MEI garante aposentadoria e outros benefícios importantes do INSS; veja quais
VEJA OS DIREITOS →
Mas o que povoa a imaginação de todo apostador é a pergunta seguinte: e se os R$ 86 milhões saíssem para mim?
Uma quantia que muda tudo (mas exige cabeça fria)
R$ 86 milhões é o tipo de valor capaz de reescrever a vida de qualquer pessoa da noite para o dia.
Dá para realizar praticamente qualquer sonho de consumo e, ao mesmo tempo, montar uma estrutura financeira que sustente o padrão de vida por décadas.
O detalhe é que a segunda parte, a de preservar o dinheiro, costuma ser bem mais difícil que a primeira, a de gastá-lo.
Especialistas em finanças que costumam analisar esse tipo de cenário são quase unânimes num ponto:
- o maior desafio de um grande ganhador não é ganhar, é administrar. Sem planejamento, uma fortuna dessas pode encolher rápido.
O lado dos sonhos: o que dá para comprar
Ninguém ganha na loteria pensando em planilha, então vamos à parte divertida.
Com R$ 86 milhões, o ganhador poderia, por exemplo, comprar imóveis em alguns dos endereços mais caros do Brasil, como uma casa em Angra dos Reis, um apartamento de frente para o mar em Balneário Camboriú, uma cobertura em bairros nobres de São Paulo ou uma mansão em condomínio de alto padrão, e ainda sobraria muito dinheiro.
Daria também para montar uma garagem de colecionador, com superesportivos e utilitários de luxo que, somados, passariam fácil dos R$ 20 milhões.
E, para os sonhos mais extravagantes, o valor abre espaço até para bens normalmente restritos a grandes empresários, como um jato executivo, um helicóptero ou um iate.
Aqui vale um aviso pouco lembrado: esse tipo de bem custa caro para manter, e a conta anual de manutenção pode chegar à casa dos milhões.
O lado inteligente: fazer o dinheiro trabalhar
É aqui que a conversa fica interessante. Em vez de torrar o prêmio, a recomendação mais comum dos planejadores financeiros é transformar a maior parte dele em uma fonte de renda permanente.
A lógica é simples: um patrimônio bem investido pode gerar mais dinheiro todo mês do que a maioria das pessoas ganha em anos, sem que o principal seja consumido.
Para dar dimensão, se os R$ 86 milhões rendessem hipoteticamente algo em torno de 12% ao ano de forma líquida, isso representaria cerca de R$ 860 mil por mês, ou mais de R$ 10 milhões por ano só de rendimentos.
É importante frisar o “hipoteticamente”: esse número varia conforme a rentabilidade real, os impostos e o cenário econômico, e não é uma promessa de retorno.
Uma carteira equilibrada para um patrimônio desse porte costuma diluir o risco entre várias frentes, combinando aplicações mais seguras e líquidas com uma fatia menor em investimentos de maior potencial e maior risco.
Grandes fortunas geralmente reservam a maior parte para renda fixa conservadora (como títulos públicos e CDBs de bancos sólidos) e destinam parcelas menores a fundos imobiliários, ações e investimentos no exterior.
O objetivo não é ficar rico, já que a pessoa já estaria, e sim continuar rica.
