A liderança do Sindnapi, entidade associada à Força Sindical e vice-presidida por José Ferreira da Silva (Frei Chico), irmão do presidente Lula, manifestou forte oposição aos estudos que sugerem mudanças na Previdência.
O contra-ataque do sindicato responde aos relatórios técnicos que propõem elevar a idade limite para aposentadoria no Brasil dos atuais 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para 67 anos.
Além do freio na idade, o pacote em debate inclui a elevação das alíquotas de contribuição do MEI e a criação de incentivos para mães, o que o sindicato classifica como um encargo injusto sobre o trabalhador.
Em contrapartida, a entidade defende que a sustentabilidade do INSS deve ser alcançada pelo combate firme à sonegação fiscal e pelo fortalecimento do mercado de trabalho formal, em vez do corte de direitos previdenciários.
O Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) é uma entidade ligada à Força Sindical que representa e defende os direitos da população idosa e dos beneficiários do INSS no Brasil.
O sindicato atua na proteção dos direitos previdenciários, na negociação de políticas públicas para a terceira idade e na oferta de assistência jurídica e serviços aos seus associados.
LEIA TAMBÉM: Regra de pagamento querida pelos aposentados do INSS está excluída pelo STF
Para o Sindnapi, essas propostas representam mais um sacrifício imposto aos trabalhadores para resolver um problema fiscal.
A entidade defende que qualquer discussão sobre o tema inclua a participação direta de trabalhadores e aposentados. Segundo o sindicato, o ajuste das contas públicas não deveria ter como base a retirada de direitos previdenciários.
Em vez de mexer na idade mínima e nas alíquotas, o Sindnapi propõe outras saídas para fortalecer o financiamento da Previdência.
Entre as sugestões estão o combate à sonegação de contribuições, a cobrança de dívidas previdenciárias em aberto e o fortalecimento do emprego formal.
Até agora, nenhuma dessas medidas virou projeto de lei ou PEC no Congresso Nacional. Os estudos foram elaborados por institutos independentes, como o CDPP e o IMDS, e servem como base para o debate técnico sobre o tema.
Enquanto isso, a expectativa é que o assunto avance no Congresso somente a partir de 2027, quando a pressão fiscal deve aumentar.
Para acompanhar o desenrolar deste caso e receber alertas de INSS em tempo real, entre na nossa comunidade oficial do WhatsApp do FDR no link abaixo.
