Um alerta importante acaba de mobilizar milhões de brasileiros que dependem do Bolsa Família para colocar comida na mesa.
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O Governo Federal confirmou que uma lista imensa de beneficiários pode ter o pagamento bloqueado, suspenso e até definitivamente cancelado nos próximos meses.
A medida atinge em cheio um grupo específico de inscritos e quem não agir a tempo corre o risco de perder o benefício de vez.
O foco da ação está nas chamadas famílias unipessoais, aquelas formadas por apenas uma pessoa. Hoje, elas somam cerca de 1,2 milhão de cadastros entre as mais de 20 milhões de famílias atendidas pelo programa.
Segundo o governo, a exigência faz parte de um pente fino para combater fraudes e eliminar cadastros duplicados dentro do Bolsa Família.
Quem pode perder o Bolsa Família?
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social identificou três perfis de beneficiários unipessoais que precisam regularizar a situação no Cadastro Único (CadÚnico) o quanto antes:
- Quem está com o cadastro desatualizado há mais de dois anos;
- Quem não apresentou documento com foto no registro;
- Quem não assinou o Termo de Responsabilidade.
Se você se encaixa em qualquer um desses grupos, o recado é claro: sem a atualização dos dados, o benefício pode ser bloqueado e, na sequência, cancelado em definitivo.
Vale destacar que nem todos precisam se preocupar. Indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua estão isentos dessa exigência de atualização, segundo as regras divulgadas pelo governo.
Como atualizar o CadÚnico e garantir o benefício?
A atualização do Cadastro Único não pode ser feita pela internet nesses casos. O beneficiário precisa comparecer presencialmente ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo da sua residência.
No atendimento, é necessário:
- Apresentar um documento oficial com foto;
- Levar um comprovante de residência recente;
- Informar mudanças de endereço, renda ou telefone;
- Assinar o Termo de Responsabilidade.
O procedimento é gratuito e rápido, mas não pode ser adiado. Quem deixar para depois pode acabar na lista de cancelamentos e ficar sem o dinheiro que garante o sustento no fim do mês.
Regra de renda continua valendo
Além da atualização cadastral, o beneficiário precisa continuar cumprindo o critério principal do programa: a renda por pessoa da família deve ser de, no máximo, R$ 218 mensais.
Quem ultrapassa esse limite também pode ter o benefício revisto pelo governo.
A recomendação é acompanhar a situação do cadastro pelo aplicativo do Bolsa Família ou do CadÚnico e, em caso de pendência, procurar o CRAS imediatamente.
Manter os dados em dia é a única forma de garantir que o pagamento continue caindo na conta todos os meses.
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