A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a TIM a utilizar, em caráter secundário, radiofrequências na faixa de 2,5 GHz em oito unidades da federação: Goiás, Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal e parte da região Norte.
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A medida permitirá que a operadora amplie a capacidade de sua rede móvel em 18 cidades, incluindo Brasília e outras capitais, com o objetivo de melhorar a oferta de serviços de internet e telefonia móvel.
O que exatamente foi liberado?
A autorização permanecerá válida até 25 de maio de 2031 e contempla a prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP), utilizando espectro adicional para suportar o aumento do tráfego de dados e chamadas.
Pela decisão da Anatel, a TIM poderá operar nas frequências de 2577,5 MHz, com largura de banda de 15 MHz, e de 2602,5 MHz, com largura de banda de 35 MHz.
Por que essa faixa faz diferença no dia a dia?
Pode parecer detalhe técnico, mas essa frequência é justamente a que equilibra alcance e velocidade.
A faixa de 2,5 GHz é amplamente utilizada pelas redes 4G LTE e oferece um equilíbrio entre cobertura e capacidade de transmissão.
Em comparação com a faixa de 3,5 GHz, empregada principalmente no 5G, ela possui maior alcance e melhor penetração em ambientes internos.
Por outro lado, seu desempenho é superior ao da faixa de 700 MHz, normalmente destinada à cobertura de áreas mais remotas.
Na prática, isso significa sinal mais estável dentro de casa, no trabalho e em locais fechados, além de mais velocidade na navegação.
O que significa uso em caráter secundário?
A autorização concedida à TIM ocorre em caráter secundário, modalidade utilizada quando parte do espectro disponível não está sendo plenamente explorada pela operadora que possui a concessão principal.
Na prática, isso permite que a TIM utilize essas frequências para ampliar sua cobertura e capacidade onde houver disponibilidade.
Existe, porém, uma condição importante. Essa autorização é considerada precária: caso a concessionária principal decida utilizar integralmente o espectro, a TIM deverá interromper a operação naquela frequência específica.
Além disso, o uso secundário não elimina a possibilidade de interferências na cobertura.
O que muda para o cliente da TIM?
Para quem usa o serviço, a tendência é sentir a diferença aos poucos.
Com o acesso ao espectro adicional, a expectativa é que a operadora consiga oferecer maior capacidade de transmissão de dados, reduzir congestionamentos da rede e melhorar a qualidade dos serviços móveis nas áreas contempladas pela autorização.
Ou seja, menos travamentos em horários de pico e uma experiência melhor em vídeos, jogos e chamadas.