A cada temporada, cresce o debate sobre quando Neymar vai pendurar as chuteiras. Aos poucos afastado da Seleção e convivendo com lesões, o craque chega à fase em que todo jogador precisa pensar no depois.
E aí vem uma pergunta que vale para qualquer atleta milionário: como não perder a fortuna construída nos gramados? A carreira no futebol é curta, e a vida financeira depois dela costuma ser bem mais longa.
A questão não é exclusividade do Neymar. É uma realidade dura da profissão: mesmo quem ganhou muito pode terminar mal se não souber administrar o dinheiro.
E histórias de jogadores que faturaram milhões e depois enfrentaram dificuldades financeiras não faltam pelo mundo do esporte.
Por que a carreira do Neymar é tão curta?
O futebol de alto nível cobra caro do corpo. O auge físico da maioria dos atletas fica entre os 27 e 29 anos, e a aposentadoria costuma chegar entre os 35 e 40.
Às vezes antes, quando as lesões se acumulam, como o próprio Neymar conhece bem. Isso significa que a janela para ganhar dinheiro é estreita.
Em pouco mais de uma década de carreira profissional, o jogador precisa faturar o suficiente para sustentar décadas de vida após deixar os gramados.
Para se ter ideia da escala desse universo, o jogador mais bem pago da atualidade, Cristiano Ronaldo, recebe cerca de US$ 280 milhões por ano (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) no Al-Nassr, da Arábia Saudita.
O que Neymar e outros atletas podem fazer para se proteger
A resposta dos especialistas é direta: planejamento desde cedo. O ex-zagueiro e ex-capitão do Corinthians William Machado, hoje assessor de investimentos, defende que o jogador deve encarar a proteção do patrimônio como prioridade já no primeiro contrato profissional.
Entre as estratégias mais recomendadas para quem vive uma carreira curta e de alta renda estão:
- Contratar seguros que protejam o patrimônio e a renda futura;
- Montar uma reserva sólida ainda no auge dos ganhos;
- Diversificar em investimentos de longo prazo, e não só em bens de luxo;
- Investir em negócios e marcas próprias, como fazem grandes nomes do esporte;
- Contar com assessoria financeira de confiança para evitar decisões impulsivas.
Segundo Machado, o recado é aproveitar a fase boa, mas sem esquecer que “cada dia é um dia menos” de carreira; Ou seja, o relógio corre a favor de quem se planeja e contra quem só gasta.
