O atacante Erling Haaland, da Noruega, virou assunto nas redes por um motivo que vai muito além dos gols que eliminaram o Brasil na Copa: sua coleção de bolsas de luxo da Hermès, com peças que chegam a quase R$ 217 mil.
Para se ter ideia, uma única bolsa dessas custa mais que muitos carros zero-quilômetro no Brasil.
A fama do hobby caro do jogador explodiu depois de um vídeo do estilista Jack Savoie no TikTok, que passou dos 10 milhões de visualizações. “Você já viu as bolsas Birkin personalizadas do Haaland?“, provocou ele, antes de destrinchar a coleção do craque.
Curiosamente, a maioria das bolsas nem é do modelo Birkin, o mais famoso da marca. São peças da linha HAC (Haut à Courroies), um modelo mais antigo, alto e estreito, que inspirou a própria Birkin.
Quanto custam as bolsas do jogador?
Os valores impressionam pelo tamanho. Veja algumas das peças mais comentadas da coleção de Haaland:
Ele já foi visto até carregando a Birkin 25 da namorada, Isabel Haugseng Johansen, dentro de sua HAC 50 — duas bolsas de luxo de uma vez só.
Haaland não é o único jogador com esse gosto
Longe disso. O norueguês faz parte de um grupo crescente de atletas homens que ostentam bolsas de grife. Entre os colecionadores estão nomes de peso do futebol mundial:
- Lionel Messi, com uma HAC 40 cheia de bolsos que leva em viagens;
- Virgil van Dijk, o zagueiro holandês fã de moda, com uma peça de couro cinza;
- David Beckham, que teria uma pequena coleção de bolsas grandes.
Na própria Copa, a seleção francesa desembarcou com bolsas de marcas como Hermès, Chanel e Louis Vuitton — sinal de que o luxo virou parte do figurino dos jogadores.
Por que uma bolsa masculina gera tanta polêmica
O caso de Haaland reacendeu um velho debate sobre gênero e moda. As fotos do jogador com as bolsas foram alvo de comentários preconceituosos que questionaram sua masculinidade — mas também de gente elogiando a ousadia do craque.
Há uma ironia histórica nisso, aliás: a HAC foi criada no fim do século XIX para transportar equipamentos de equitação.
Ou seja, nasceu como um item totalmente utilitário, sem relação com o público feminino. A associação da bolsa ao universo da mulher veio só décadas depois.
