Aquele hábito de mudar de faixa ou virar a esquina sem ligar a seta pode custar caro.
A chamada “lei da seta” prevê multa de R$ 195,23 e 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para quem não sinaliza as manobras.
Muita gente ainda acha que dar seta é opcional, mas o Código de Trânsito trata isso como infração grave — e a fiscalização está de olho.
Antes de tudo, um esclarecimento: a regra não é exatamente nova. Ela já consta no artigo 35 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) há anos, mas voltou aos holofotes com o reforço das campanhas e da fiscalização em estados como São Paulo e Paraná.
O que muitos condutores desconhecem é o peso da punição. Não é uma advertência simples: é uma infração grave, que soma pontos e pode aproximar o motorista da suspensão da habilitação.
Quando é obrigatório usar a seta?
A lei é clara: sempre que o carro fizer um movimento que possa afetar quem está ao redor. Nas seguintes situações, a seta é obrigatória:
- Mudar de faixa, para a esquerda ou direita;
- Fazer conversões em cruzamentos e esquinas;
- Ultrapassar outro veículo;
- Fazer retorno na via;
- Qualquer deslocamento lateral do veículo.
O ponto central do artigo 35 é a antecedência: a seta deve ser acionada antes de iniciar a manobra, e não no meio dela.
Por que sinalizar antes faz tanta diferença
A lógica é de segurança, não de burocracia. Quando você avisa com antecedência, dá tempo de outros motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres preverem seu movimento e reagirem com calma.
O erro mais comum apontado por especialistas é acionar a seta só quando o volante já está girando — quando ninguém mais consegue reagir a tempo. Isso provoca justamente o que a lei tenta evitar:
| Falha na sinalização | Risco gerado |
|---|---|
| Seta acionada tarde demais | Freadas bruscas |
| Sem seta na mudança de faixa | Colisões laterais |
| Sem seta na conversão | Atropelamento de ciclistas e pedestres |
Dar seta e desistir da manobra dá multa?
Essa é uma dúvida comum, e a resposta traz alívio: não existe uma infração específica para quem liga a seta e depois desiste de converter.
O que a lei exige é que a sinalização corresponda à manobra de fato realizada e não confunda os outros motoristas.
Ou seja, o problema não é mudar de ideia, e sim sinalizar uma coisa e fazer outra, induzindo quem está atrás ao erro. Na dúvida, o mais seguro é desligar a seta assim que decidir não fazer o movimento.
