Os Correios decidiram adiar o fechamento de agências e suspender parte do plano de reestruturação até 31 de julho.
A trégua veio após negociação com os trabalhadores, mediada pelo Governo Federal, e afasta — ao menos por enquanto — o risco de greve nacional que ameaçava travar entregas em todo o país.
Para o cliente, significa que os serviços seguem funcionando normalmente por ora.
O recuo foi decidido em reunião no dia 7 de julho, entre a estatal, a federação dos trabalhadores e representantes do governo. Uma nova rodada de negociação está marcada para os dias 13 e 14 de julho.
Além do fechamento de agências, foram suspensas outras medidas do plano, como mudanças nas rotas de entrega e no sistema de distribuição.
Tudo fica congelado enquanto um grupo de trabalho tenta um acordo definitivo.
Por que os Correios estão nessa situação?
A raiz do problema é financeira, e o tamanho dela impressiona. A empresa fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões — mais de três vezes o rombo registrado no ano anterior, que foi de R$ 2,6 bilhões.
Vários fatores se somaram para chegar a esse resultado:
- Queda na receita, puxada pela redução do volume internacional;
- Aumento dos custos operacionais e com pessoal;
- Provisões judiciais (dinheiro reservado para processos);
- Patrimônio líquido negativo, o que significa dívidas maiores que os bens.
Para tentar se reerguer, a estatal já captou R$ 12 bilhões em crédito no fim de 2025 e agora busca mais R$ 7 bilhões para equilibrar as contas.
Quantas agências corriam risco de fechar
O plano de reestruturação previa cortes profundos na estrutura da empresa. Veja os principais números em jogo:
| Medida do plano | O que estava previsto |
|---|---|
| Fechamento de agências | Até 16% das unidades do país |
| Desligamento de pessoal | Milhares de saídas via PDV (plano voluntário) |
| Economia projetada | Cerca de R$ 5 bilhões até 2028 |
Com a suspensão, todas essas medidas ficam pausadas até o fim de julho. O futuro delas depende do que sair das próximas negociações.
O que muda para quem usa os Correios
Na prática, por enquanto, nada muda no seu dia a dia. As agências seguem abertas, as encomendas continuam sendo entregues e todos os serviços permanecem disponíveis.
A empresa afirma operar normalmente em todo o país e mantém o canal Fale Conosco para reclamações.
