Quem mora de aluguel já pode se inscrever em um novo auxílio a partir desta terça-feira (7) — mas atenção: o benefício é do Chile, não do Brasil.
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Chamado de Subsídio de Aluguel, o programa foi criado pelo Ministério da Habitação (Minvu) do país vizinho para ajudar famílias a pagar a moradia, e as inscrições seguem até 7 de agosto.
O interesse do brasileiro faz sentido: auxílios de moradia são uma das maiores demandas por aqui também. Por isso vale entender como funciona esse modelo chileno, que chama atenção pelo prazo longo de duração.
O pedido é feito pelo site do Minvu ou nos escritórios do Serviu, o órgão de habitação de cada região do Chile.
Quanto o benefício paga e por quanto tempo?
Inicialmente, o valor é medido em UF (Unidade de Fomento), um indexador chileno que corrige os preços pela inflação — algo que não existe no Brasil, onde tudo é calculado direto em reais.
Traduzindo para números mais claros:
- O subsídio chega a um total de 170 UF;
- O pagamento é mensal, com teto de 4,2 UF por mês;
- Pode ser usado de forma contínua ou intermitente;
- O prazo máximo de uso é de 8 anos.
Esse período longo é o grande diferencial: a família tem quase uma década de apoio para se estabilizar, sem precisar renovar o benefício a cada poucos meses.
Quem tem direito ao auxílio-aluguel chileno?
Os critérios são detalhados e miram famílias de baixa renda. Os principais são:
- Ser maior de 18 anos e ter documento de identidade válido (estrangeiros precisam de documento próprio);
- Incluir ao menos mais uma pessoa morando junto (cônjuge, companheiro ou filho) — idosos com 60 anos ou mais podem se inscrever sozinhos;
- Estar entre os 70% mais vulneráveis do Cadastro Social de Famílias (o RSH, equivalente ao nosso CadÚnico);
- Ter uma poupança mínima de 4 UF (cerca de R$ 901) há pelo menos um mês;
- Não possuir imóvel nem receber outro subsídio de habitação.
E no Brasil, existe auxílio parecido?
Sim, embora em outro formato. Aqui não há um auxílio-aluguel nacional único: quem oferece o apoio são estados e municípios, com valores e regras próprios.
Em São Paulo, por exemplo, há programas que pagam cerca de R$ 400 mensais a públicos prioritários, como mulheres vítimas de violência doméstica.
As informações ficam nas prefeituras e no CRAS de cada cidade.