O auxílio-aluguel pode aliviar o orçamento de quem não consegue pagar a moradia, com valores que vão de R$ 400 por mês em São Paulo a R$ 600 mensais em Mato Grosso.
O benefício é voltado a famílias em situação de vulnerabilidade e ajuda a custear o aluguel enquanto a pessoa se reorganiza.
Porém, um detalhe importante antes de procurar: não existe um auxílio-aluguel nacional com valor único para todo o Brasil.
Quem oferece o benefício são estados e municípios, cada um com suas próprias regras, valores e prazos. A base de tudo é o artigo 6º da Constituição, que garante a moradia como direito.
Por isso, mesmo sem um programa federal, muitas cidades mantêm o apoio para quem mais precisa.
Quem tem direito ao auxílio-aluguel?
O público-alvo varia conforme o programa, mas alguns grupos costumam ter prioridade em quase todos eles:
- Mulheres vítimas de violência doméstica, para deixar o ambiente de risco;
- Famílias de baixa renda sem condições de pagar o aluguel;
- Pessoas desalojadas por enchentes, deslizamentos ou outros desastres naturais.
Em São Paulo, por exemplo, o programa voltado a mulheres em situação de violência mostrou a força dessa política: em junho de 2026, passou de 5,3 mil beneficiárias atendidas em um único mês, com R$ 2,7 milhões investidos — quase o triplo do mesmo período de 2025.
A iniciativa paga R$ 400 mensais e já chega a 591 municípios do estado.
Quais documentos são exigidos para solicitar
Como cada cidade tem seu modelo, a lista pode mudar. Ainda assim, a documentação básica costuma ser parecida:
| Documento | Para que serve |
|---|---|
| RG e CPF | Identificação do solicitante |
| Comprovante de renda | Confirmar a baixa renda |
| Comprovante de residência | Vínculo com o município |
| Inscrição no CadÚnico | Confirmar a vulnerabilidade social |
| Comprovação da situação | Boletim de ocorrência, laudo de desastre etc. |
Como pedir o auxílio-aluguel na sua cidade?
O caminho é procurar diretamente o órgão responsável no seu município ou estado.
Em São Paulo, mulheres podem buscar a Casa da Mulher Brasileira, as Casas da Mulher e os Centros de Defesa e Convivência da Mulher (CDCMs), ou pedir informações pelo portal SP156 da prefeitura.
Fora de SP, a orientação é entrar em contato com a prefeitura, a Secretaria de Assistência Social ou o CRAS mais próximo para confirmar se existe o programa na sua região, quais os valores atuais e a documentação exigida.
