A Starlink no celular sem antena acaba de sair do papel no Brasil: a Anatel aprovou a destinação das faixas de radiofrequência que permitem ao aparelho se conectar direto ao satélite, sem equipamento externo.
Na prática, é o fim da tela de “sem serviço” em estradas, zonas rurais e áreas isoladas — mas há uma condição que muda tudo.
O porém está na forma de operação. A empresa de Elon Musk não poderá vender o serviço sozinha por aqui: a regra exige parceria com as operadoras de telefonia que já têm licença nas faixas liberadas, como 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900/2.100 MHz e 2.500 MHz.
Ou seja, o sinal de satélite vai funcionar como uma camada extra de cobertura dentro do seu plano de celular — modelo que já roda em outros países, como nos Estados Unidos, onde a Starlink atua ao lado da operadora T-Mobile.
Como funciona o celular conectado ao satélite?
A tecnologia se chama Direct-to-Device (D2D) e transforma satélites de órbita baixa da Terra em verdadeiras torres de celular no espaço.
Quando o aparelho perde o sinal da rede comum, ele busca o satélite automaticamente, sem antena, sem chip especial e sem aplicativo extra.
No começo, os recursos serão básicos: troca de mensagens de texto e envio de localização — algo valioso em emergências. Ligações e internet mais robusta devem chegar conforme a rede evoluir.
Vai ser de graça ou pago?
A expectativa do setor é animadora para o bolso:
- No lançamento: o recurso deve entrar sem custo extra nos planos atuais das operadoras, como forma de apresentar a novidade ao cliente;
- No futuro: com a evolução para chamadas e dados, a função deve ser monetizada em pacotes personalizados.
Quando o sinal via satélite começa a funcionar?
Ainda não há data de estreia, mas o cronômetro está rodando. A área técnica da Anatel tem até 90 dias para publicar as especificações do serviço — etapa final antes de as parcerias entre Starlink e operadoras saírem do papel.
Vale destacar que a decisão não beneficia só a empresa de Musk: qualquer companhia de internet via satélite poderá explorar o D2D no país.
A Starlink apenas larga na frente por ser a única com a tecnologia pronta para uso imediato.
