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Empresa de 192 anos no Brasil aposta em escala 4×3 e vê resultados extraordinários

Empresa de 192 anos no Brasil aposta em escala 4x3 e vê resultados extraordinários

Empresa de 192 anos no Brasil aposta em escala 4x3 e vê resultados extraordinários | Imagem: Gerada por IA

Enquanto o país discute o fim da escala 6×1, a empresa mais antiga em operação contínua do Brasil já virou essa página.

A mineradora AngloGold Ashanti, fundada em 1834, adotou a escala 4×3 no escritório e um modelo de quatro dias de trabalho por quatro de folga nas minas.

Segundo o CEO, os resultados apareceram rápido, principalmente na segurança. Conheça a experiência.

Que empresa é essa com quase dois séculos de história

A companhia chegou a Minas Gerais em 1834, ainda no Império, trazida por ingleses para explorar o segundo ciclo do ouro.

Assim, atravessou a Proclamação da República, duas guerras mundiais, hiperinflação, trocas de moeda e a pandemia.

Hoje, a operação brasileira se concentra em Minas Gerais, com as minas subterrâneas de Cuiabá e Lamego. O CEO da operação latino-americana, Luiz Otávio de Lima, resume o espírito da mudança: “Somos uma startup de 192 anos“.

Como funciona a nova escala de trabalho?

A mudança tem dois formatos, conforme a área. Desde 2024, o modelo funciona assim:

Área Escala
Escritório corporativo Trabalho de segunda a quinta (4×3), com dois dias de home office
Minas 4 dias de trabalho por 4 dias de folga, no lugar da antiga 6×1

A decisão nasceu de pesquisas internas, projetos-piloto e escuta dos próprios funcionários, e não de uma canetada de cima para baixo.

Quais resultados a empresa já enxerga

O efeito mais citado pelo CEO está na segurança do trabalho. Os indicadores melhoraram de forma expressiva após a mudança de escala.

A queda apareceu principalmente nos acidentes de alta frequência e baixo impacto, como torções e prensamento de dedos, ligados ao cansaço e à falta de atenção.

A lógica é direta: gente descansada, física e mentalmente, erra menos e produz mais.

Tecnologia também entrou na conta

A mina Cuiabá, que chega a 1.600 metros de profundidade, é conectada por Wi-Fi com mais de 400 roteadores no subsolo, permitindo saber a localização de cada trabalhador em tempo real.

Carregadeiras capazes de mover 130 toneladas por hora são operadas da superfície, com joysticks, tirando pessoas das áreas de maior risco.

O monitoramento ainda rendeu economia de quase 25% na energia dos ventiladores.

Trabalhar menos dias derrubou a produção?

Os números dizem que não. A operação da América Latina responde por cerca de 16% da produção global do grupo, mas gerou 26% do fluxo de caixa livre no último ano, sendo uma das mais rentáveis da companhia.

Para 2026, a expectativa é produzir 290 mil onças de ouro em Minas Gerais, acima das 273 mil de 2025. No mundo, o grupo fechou 2025 com US$ 9,9 bilhões em receita.

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