Clientes de cartões de crédito premium de grandes bancos brasileiros enfrentam um aumento drástico nas tarifas.
Instituições como Santander, Banco do Brasil, Bradesco e BRB iniciaram uma revisão nas condições, elevando anuidades em até 185% e impondo novas exigências para acesso a benefícios como salas VIP em aeroportos.
A notícia, que impacta diretamente o bolso dos consumidores, pegou muitos de surpresa.
Especialistas apontam que essa mudança é uma tendência no mercado financeiro, com outras instituições possivelmente seguindo o mesmo caminho para equilibrar custos operacionais.
No Santander, por exemplo, o acesso às salas VIP agora é condicionado ao volume de gastos mensais. Para o cartão Unique, é necessário gastar R$ 15 mil nos últimos três meses.
Já para o Unlimited, o valor sobe para R$ 30 mil. Cartões como AAdvantage Black e Smiles Infinite também exigem R$ 15 mil em gastos para usufruir de lounges parceiros.
O Bradesco também ajustou seus benefícios. O cartão Aeternum deixou de oferecer acesso via LoungeKey, passando a utilizar o Visa Airport Companion.
Contudo, o acesso aos Bradesco Lounges permanece ilimitado.
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Analistas do setor explicam que o aumento dos custos para manter programas de benefícios, devido à maior utilização de salas VIP e ao crescimento do número de usuários, levou os bancos a buscarem estratégias para equilibrar as finanças.
Isso inclui a elevação de anuidades ou a imposição de regras mais rígidas para o uso dos serviços.
A anuidade, uma tarifa autorizada pelo Banco Central, é cobrada para cobrir despesas de administração e manutenção dos serviços do cartão.
Os valores variam conforme a categoria e os benefícios oferecidos, desde cartões básicos sem custo até produtos premium com tarifas elevadas em troca de vantagens exclusivas.
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