As empregadas domésticas de São Paulo seguem em vantagem sobre o resto do país em 2026. Enquanto o salário mínimo nacional está em R$ 1.621, o piso regional paulista garante a essas trabalhadoras R$ 1.804 por mês. E a boa notícia pode ficar melhor: há um reajuste em tramitação que elevaria ainda mais o valor. Veja quem tem direito e o que muda no bolso.
Por que a doméstica em SP ganha mais que no resto do país?
A explicação está no piso salarial regional, uma regra que vale só para alguns estados. São Paulo definiu um valor mínimo próprio, mais alto que o nacional.
Na prática, a empregada doméstica paulista recebe R$ 183 a mais que o piso do país. Esse piso regional cobre categorias que não têm salário definido por lei federal ou acordo coletivo.
Quem tem direito ao piso paulista?
O valor mais alto não vale só para quem limpa casa. Cerca de 70 categorias profissionais entram nessa regra em São Paulo. Veja algumas delas:
- Empregados domésticos
- Cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência
- Serventes e auxiliares
- Motoboys e entregadores
- Pescadores
A regra vale para quem trabalha em SP e não tem piso fixado por lei federal, convenção ou acordo coletivo.
[Indicação de Lazy Block: inserir banner “Calcule o salário e o INSS no eSocial”]
O salário vai aumentar de novo?
A tendência é de mais um reajuste pela frente. Tramita uma proposta que elevaria o piso paulista para R$ 1.874,36, um aumento de R$ 70,36 sobre o valor atual.
Se aprovado, o novo piso ficaria ainda mais distante do nacional, com diferença de R$ 253. O cálculo do reajuste foi baseado na variação de 3,9% do INPC acumulado em 2025, índice que mede a inflação de quem ganha menos.
Como o reajuste mexe no INSS?
Quando o salário sobe, a contribuição ao INSS também muda. A empregada doméstica é segurada como empregada e contribui conforme a faixa salarial.
Para quem recebe o piso nacional de R$ 1.621, a alíquota é de 7,5%, o que dá um desconto de R$ 121,57 por mês. Esse recolhimento correto é o que garante direitos importantes mais à frente, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.
O que o patrão precisa fazer?
Quem emprega uma doméstica tem uma tarefa para não errar na folha. A atualização do novo salário precisa ser feita manualmente no sistema eSocial, porque a plataforma não muda o valor sozinha.
O ajuste deve ser lançado antes do fechamento da folha do mês. Se a trabalhadora estiver de férias, a correção tem que ser feita antes de registrar as férias no sistema, para o valor sair certo no recibo.
