Uma fraude no INSS acaba de ser alvo da Polícia Federal. A operação revelou um esquema que usava documentos falsos para criar beneficiários que não existiam e desviar dinheiro público destinado a benefícios assistenciais. O prejuízo passa de R$ 11 milhões.
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Diferente dos golpes que miram o aposentado diretamente, esse esquema atacava os cofres do INSS por dentro. Entenda como funcionava e o que isso significa.
Como funcionava o esquema de fraude no INSS
A ação, batizada de Operação Sexta-Feira 13, foi deflagrada em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, com apoio da inteligência do Ministério da Previdência. As investigações começaram há cerca de um ano.
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Segundo a PF, os criminosos usavam documentos de identidade falsos para cadastrar beneficiários fictícios e receber os pagamentos. O esquema era sofisticado:
- Criavam pessoas inexistentes para obter benefícios assistenciais;
- Mantinham várias identidades falsas para acumular mais de um pagamento;
- Registravam falsos representantes legais, sem documentação que comprovasse o vínculo;
- Em alguns casos, as irregularidades duravam cerca de dez anos.
Os documentos usados, segundo a investigação, sequer constavam nos arquivos do Instituto de Identificação da Bahia.
Detalhe que deu nome à operação
Um aspecto chamou a atenção dos investigadores. Vários benefícios já haviam sido bloqueados pelo INSS por suspeita de irregularidade — mas os criminosos conseguiam reativá-los, recuperando inclusive valores atrasados.
Essa “ressurreição” dos benefícios suspensos inspirou o nome da operação, em referência ao personagem Jason, da franquia de terror, que volta repetidamente nos filmes.
O que pode acontecer com os envolvidos
As investigações apontaram ao menos 50 benefícios totalmente fraudados. Os suspeitos podem responder por três crimes:
- Estelionato qualificado;
- Associação criminosa;
- Inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência.
Os mandados cumpridos buscam reunir mais provas e rastrear o patrimônio comprado com o dinheiro desviado. A operação faz parte de um esforço maior de fiscalização sobre irregularidades nos benefícios do INSS.
Embora essa fraude específica tenha como alvo os cofres públicos, e não o aposentado individualmente, ela serve de lembrete para manter o olho no próprio benefício.
Vale entrar no aplicativo Meu INSS de tempos em tempos para conferir o extrato de pagamento e checar se não há representante legal ou desconto que você não reconhece.
Se notar qualquer coisa estranha, registre uma contestação pelo Meu INSS ou pela Central 135.